CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

quarta-feira, 28 de julho de 2010

PAI, VOLTA PRA CASA!


Imagem da internet


_Pai, volta para a nossa casa, a mãe está sofrendo. Ela quer lhe pedir perdão. Ela disse que se encontrou com Deus. Além do mais, já está quase chegando o dia dos pais e eu preciso cumprimentá-lo nesta data. Volta pra casa, pai!


Já sou homem e entendo o que assistia. Mas não falava nada, tudo me era conveniente, era jovem e imaturo. Ainda que não a ame mais, não encontre satisfação, volta pra casa pai, vocês fizeram um contrato de comunhão. O senhor não tinha o direito de deixar a mãe.


O que essa outra tem que a mãe não tem? Também sou homem, está nos fazendo passar vergonha. Perdeu o seu juízo, perdeu a sua postura. Volta pra casa! Que palhaçada de dizer que “ainda é homem”, está agindo como um playboy. Olha a idade dessa outra e depois enxergue a sua!


Por que diabos acha que ela o ama? Ainda que ela se declare toda ao senhor, é a minha mãe a sua esposa. Acha que vai se refazer em outros braços? Ela só quer o seu dinheiro! Um homem na sua idade deveria acumular experiências. Já está na idade do mingau, vai acabar comendo bronha.


Pai, volta pra casa! Nós iremos perdoá-lo. Esse amor que diz sentir, não demora vai passar. Essa mulher pode revigorá-lo agora, mas quando adoecer ela irá abandoná-lo, e quem irá limpar o seu traseiro será a minha mãe. Eu sou seu filho, também sou homem e conheço o fogo da paixão. Você já é velho, não tem mais idade para amar. E essa sua nova mulher é coisa do diabo.


_ Meu filho, na sua idade eu diria a mesma coisa. Torceria pela união dos meus pais, mesmo que não fossem felizes. Com a minha experiência, filho, aprendi que amor eterno não existe mesmo. Enquanto eu esperava o “até que a morte os separe” acontecesse, pensava que jamais teria a chance de ser amado com um amor cheio de paixão. Meu filho, essa nova mulher me fez ver o amanhã. Ela reviveu o homem que ainda há em mim, em quem eu já não acreditava mais. Se ela é coisa do diabo, digo-lhe que o diabo também é bom, porque ela, com todo o seu amor, além de me fazer homem, também me remete a Deus. Sou experiente sim, e ela me ama de verdade. O que ela fez eu não sei, mas comecei a viver novamente, meu filho, a partir do momento que me entreguei a ela. Deus está onde há amor. Eu estava ao lado da sua mãe e ela nunca me viu. Diga-lhe que eu a perdoo. Vivemos a sua educação juntos, não vou virar-lhes as costas. Filho, tomara um dia você cresça. E que não demore a enxergar o homem atrás das suas aparências.
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Quanto poder as palavras têm? Filho, eis aí o teu pai.


Homem também chora e a dor da saudade brotou no peito deste humanizado. Deixou a sua amada e retornou à antiga casa. Deus age quando O pedem; o diabo, como quer. Mas entre mulher e homem, não devemos meter a colher, quanto mais se esta for de pau.


O homem volta para casa para lustrar as aparências abafando o amor no peito.
Alguns tentam formar novo laço, mas se preocupam demais com a qualidade da fita, esquecendo-se de apertar o nó.
E assim uns caminham; outros, pulam...
Mais vale um pai morto com bumbum lavado pela mãe ou um homem vivo, de cara suja, pelo amor de uma mulher?
Por favor, seja um bom filhinho quando for responder.

RITA LAVOYER

10 comentários:

lucidreira disse...

De forma que o homem que vive uma experiencia dessa, está, tão só querendo a alegria do viver.
E os filhos nunca irão entender, antes de viver e conviver estes momentos.
Gostaria de que muitos pais e filhos lessem e tirassem suas conclusões.
Abraço

Jorge Sader Filho disse...

Gosto de ver como Rita trata dos seus textos.
Usa muita expressão interior, com nesta Volta pra Casa.
É realmente um processo difícil.

Beijos,
Jorge

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Há que se buscar a felicidade? tá certo, mas a pergunta é: de qualquer jeito?
Ha que se buscar a honestidade de qualquer jeito e um homem n~unca será honesto se viver cum uma mulher, gostando se outra. Sofrer é conditio sine qua do ser vivo mas é preciso dignidade. Eu nunca aceitaria alguem comigo pensando em outro...vá com Deus e as pulgas.

Rita Lavoyer disse...

Caros leitores! Muito obrigada pela visita e comentários.

Barbara disse...

Os filhos são os maiores tiranos que temos.
Mesmo que os tenhamos criado ensinando-os a serem flexíveis, com exemplos nossos, não adianta na maioria dos casos.
Egoístas , são sim.
Pai e mãe são pessoas antes de serem pais e mães - daí os equívocos dos filhos.
A idéia de uma família-padrão é a coisa mais mentirosa.
Se filhos-pessoas se observassem mais...

Malu disse...

Quanta sensibilidade, amiga.
No mundo dos sentimentos há que se abster de comentários,pois tudo é tão pertinente àquele que sente.
Seus textos são sempre profundos.
Beijinhos

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Texto sensível e sincero, Rita. Interessante este ponto de vista da volta pra casa. Um beijo pra você e parabéns.

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Bem, pode-se encostar um "berro" na cara do infame e dizer: confessa.
Ou encomendar um "trabaio" numa boa "encruziada"...durante o sono, sussurar diversos nomes e prestar atenção:naquele que ele sorrir, mesmo que levemente, você atira.

Genny Xavier disse...

Querida Rita,
Um dias fomos filhos...noutros dias já somos pais...enfim, mudam-se os ângulos e a vida também...As vezes filhos esquecem disso e pais também. A razão é sempre relativa quando se trata de pais e filhos...mas a vida prossegue porque é seu direito prosseguir.
Gostei do seu texto.
Beijos,
Genny

Henry Mascarós disse...

eis aqui um filho e também um pai... mais uma vez parabéns!!!!!