CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

AO MOLHO PARDO




Ele dava duro o dia todo. Era fuleiro, mas não fazia esforço para suar a sua pele parda e ensebada. O suor lhe era constante na marmita.
No final do turno, no trajeto de volta, sempre passava nas igrejas e sobre os seus altares amava as santas mais frias que encontrava.


Exausto, chegava em seu domicílio e deparava-se com ela estatuada à sua espera. Sem ciscar, dormia com as galinhas.
Estava cansado daquelas passadas, daquelas comidas, queria algo diferente, substancioso, que lhe despertasse o metabolismo. Um vínculo gastronômico. Não pestanejou: botou fogo onde morava para ver se a companheira queimava.


Ufff! Queimou!


Quando as chamas atingiram-na, fritando seus componentes, ele arrancou a pele dela aos pedaços. Estava crocante ao seu paladar. O sangue, ele o tomou todo, ainda borbulhando, deixando alguns coágulos se amontoarem nos cantos da sua boca do inferno.


Suado, ele despejou o seu caldo sobre as cinzas daquela queimada,vomitou a aliança, apagando todo o seu fogo, não deixando nenhum vestígio de pena.


PÁGINA DA FONTE DE IMAGENS: http://cronicasdaregina2.blogspot.com/2010_05_14_archive.html


autoria Rita Lavoyer

8 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

"Abstração." Tinta sobre papel, de Rita Lavoyer, 2011.

Beijos,
Jorge

Shigueyuki disse...

Vai ser difícil saborear uma galinha agora em diante...

HAMILTON BRITO... disse...

Agora é só chamar o Mojica Marins, aquele cineasta brasileiro maluco e encomendar o filme. O script está pronto. Para protagonista o Consolaro ou o Heitor Gomes ou ainda o Ventura Picasso. Pra galinha, quero dizer, " mocinha" chama a....a....a...com a palavra o leitor.
Rita do céu, vc tá ficando macabra...

Marianice Paupitz Nucera disse...

Rita um verdadeiro manjar dos deuses. Uma bela historia de terror.
Parabéns.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Paradinha sinistra e mórbida, mas com o talento e a sensibilidade da pena (sem trocadilhos) de Rita Lavoyer. Um beijo e parabéns.

Célia disse...

Difícil externar a sensação... que as "senhoras galinhas"... ou "galinhas senhoras" se cuidem... que rezem muito para "as santas frias do altar da vida"... Fugindo estou dessa "marmita"!!
[ ] Célia.

Daniela Marchi disse...

Em velho e bom idioma Araçatubense: 'voooooooooti'!

Cacá - José Cláudio disse...

Assombrosamente belo. Abraços. Paz e bem.