CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 25 de setembro de 2011

EDUCAÇÃO 2011 - JORNAL FOLHA DA REGIÃO - ARAÇATUBA

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Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros.

Pós graduada em Linguistica, Crítica literária e pós-graduanda em Psicopedagogia.




7 comentários:

Artes e escritas disse...

Rita, com todo o respeito ao autor da matéria,o Bullying não é uma implicância individual, muito menos uma gozação de turma; é a pressão covarde de um grupo de alunos contra aquele com o qual eles não desejam a convivência. O aluno sai da turma por bem (por medo)ou por mal (sob ameaças), ou submete-se a elogiar e ser submisso às vontades do grupo. O Bullying parece uma disputa de poder dentro do território escola. Há que se evitar as agressões físicas, no caso brigas, mas a convivência solidária entre o grupo e a "vítima" não mais se dá e cada um com a sua turma. É mais fácil "a vítima" fazer outra turma, onde provavelmente terá afinidades e diálogo. Quem pratica o bullying não se identifica com ninguém, são eles, a turma, um só corpo nessa autoafirmação de personalidade. Quanto às soluções, penso que seria obrigação evitar as brigas dentro das escolas e manter a turma do bullying separada dentro da escola. No mais, cada escola que apresenta sugestões de melhorar o comportamento dos alunos, procura o bem estar social e merece apoio. Um abraço, Yayá.

Célia disse...

Rita, em primeiro lugar, parabéns pela matéria publicada. Acontecimento de grande notoriedade hoje na educação. Acredito, como educadora, que até por desvio do foco educacional. "Bullying" sempre existiu; apenas estratégias diferentes eram utilizadas. A família: pai e mãe participavam na "educação de seus filhos", sabe, aquela que vem do berço. Hoje, transferiu-se isso também para as escolas e seus educadores! Eu mesma era chamada de anãzinha, de botinuda (usava botas ortopédicas) chorava por isso e ao chegar em casa, apanhava por não ter reagido, tipo: sou baixinha sim e daí?... uso botas sim e o que você tem com isso. Sabe aprendi a medefender com as mesmas armas da infância e "matava no ninho" a causa de tal comportamento. Quando (?) que em minha época levava-se "arma" para a escola? Professor era "autoridade" respeitadíssima e se fazia respeitar. Atualmente, vê-se tal inversão de valores que, um aluno sem nenhuma estrutura familiar, se acha no direito de revidar o educador, o instituto educacional, com as armas mais cruéis da sociedade. Dente por dente. Declara-se vingança por toda e qualquer atitude disciplinar. Se no próprio lar isso não existe... o que essa criança poderá retribuir socialmente? Quantas brigas de moleques na saída da escola... a gente rolava pelas ruas, sujava-se todo, íamos para nossas casas, recebíamos castigos dos pais, um banho, curativos nos arranhões e no dia seguinte prontinhos pra outra! Felizes. Sadios e resolvidos. Sem nenhum trauma! Vejo que é mister a escola retomar seu lugar, e convocar os pais à responsabilidade da parceria educação & cultura numa abrangente visando a formação desse (dessa) cidadão (cidadã), futuro pai e mãe desse país.
[ ] Célia.

Rita Lavoyer disse...

Minhas caras amigas leitoras "Artes e escrita" e "Célia". Muito, muito obrigada mesmo pela leitura e opiniões de vocês sobre o assunto.
Como bem observaram, as escolas estão sendo palcos de todos os tipos de violência. Percebamos: A bomba estoura lá dentro, mas se analisarmos do lado de fora, o problema não é dá escola. As crianças antes de chegarem às escolas saem de casa. Elas chegam lá com uma bagagem de experiências indevidas a elas. Trocam essas experiências. Em casa as crianças, muitas, não têm mais um referencial. Por isso, muitos problemas relacionados à criança, como o bullying por exemplo, são atribuídos à escola. Fica muito fácil pôr a culpa toda na escola, que já é uma instituição falida, porque já não há outra saída senão culpar alguém por aquilo que já fugiu ao controle, como por exemplo a própria segurança, educação, emprego, saúde, desigualdade social, por baixo... Então, cabe a escola cuidar das crianças enquanto estão lá. Afinal, queremos que os alunos entrem vivos e saiam vivos também.
Daí, o professor deixa de exercer a sua função de educar para ser tratador de criança.
Concordo plenamente que deva ser devolvido aos professores todos os seus direitos de autoridade,’AUTORIDADE’, roubado há muito tempo. Desestimulados, impotentes diante de uma situação vexatória em que quem manda mais é o aluno e não o professor, como pôr ordem? Ainda tem pais que educam os filhos a pensarem que quem manda na escola são os filhos deles. É um marginal desenvolvendo outro.
Acho sim que a escola tem que proteger o aluno enquanto estiver lá dentro, mas já é tempo de ela gritar para que toda a comunidade se volte para a situação, cada um exercendo a sua função de educador.
Porque os envolvidos nesta situação estão os patrões que maltratam os funcionários, que chegam em casa cansados e descontam sobre os filhos, que não tendo como se defenderem descontam sobre outros colegas, que não tendo como se desvencilhar descontam até no professor, que não tendo autoridade descontam na família. Aí, a violência vai aumentando, vira um círculo.
O que eu estou aprendendo nesses meus estudos é que não há culpa na criança. Não acredito que uma criança nasceu para praticar o mal.
Ela responde da forma que ela sabe: batendo, agredindo, xingando... . Eu sei muito pouco, mas estou caminhando nos meus estudos, porque o ser humano realmente me fascina. Ver uma criança cair em depressão por não saber se defender, pra mim não dá mais! Onde me abrirem as portas para que eu possa dizer às crianças que elas são maravilhosas, ali eu estarei. Muito obrigada, muito obrigada, muito obrigada.
Rita Lavoyer

Marcelo Sguassábia disse...

Ótima matéria, Rita. Foi muito bom conhecer um pouco mais do muito que você sabe, como estudiosa de assunto tão sério e delicado. Parabéns. Que a matéria traga repercussão, reflexão e ação. Um beijo pra você.

Célia disse...

Olá, Rita! Obrigada pelo seu retorno! Evidencia ainda mais a RESPONSABILIDADE de uma EDUCADORA! Plenamente de acordo!
Abraço, Célia.

Shigueyuki disse...

Olá, Mestra,
Em Lins, até o dia 30, está acontecendo o 1º Seminário Municipal de Educação Inclusiva: direito à diversidade, com a participação de 26 municípios, especialistas na área, palestras e oficinas. Pergunto, se os próprios alunos normais já estão com dificuldades de frequentar as aulas, que dizer dos deficientes? Eles não serão alvos preferidos do bullyng?

Rita Lavoyer disse...

Obrigada amigo Shigueyuki pela participação.
O programa de inclusão é ótimo! Funcionará muito bem dentro das escolas se elas tiverem profissionais preparados e dispostos para trabalharem com os deficientes. A inclusão veio para tirar do lugar os envolvidos com a educação. O que se vê dentro da educação é a dificuldade de se formar equipe. Uma escola onde todos os profissionais estejam envolvidos, o programa funciona muito bem. Aqui em Araçatuba, cito por exemplo, a EMEB ANNA BARROS dá conta perfeitamente do recado e não há caso de exclusão lá, inclusive porque antes de aceitar a inclusão já tratava dentro das salas de aulas, com alunos, pais, professores e funcionários a questão do bullying. Logo, não se pode apenas especializar o professor, porque ele sozinho não dá conta do recado. O que falta para muitos na educação é a capacidade de aceitar que o professor é incompleto. Se a família depositar na escola as crianças para que sejam cuidadas, não assumindo a responsabilidade que lhe cabe sobre elas, nenhum programa fluirá, nem com os já incluídos, menos ainda com os que estão para serem incluídos.
O amigo diz que “as crianças normais estão com dificuldades de frequentar as aulas.”
Digo: os que serão incluídos enfrentarão dificuldades também, afinal eles pensam e sentem tanto quanto os demais, por isso que eles precisam “estar entre”, “estar com”. E o processo de inclusão é pra isso, pra lançar ‘um novo olhar’ na questão de ensino aprendizagem. Ser deficiente não significa, em hipótese alguma, que não seja inteligente. Cada uma tem uma habilidade, a inteligência é múltipla. Isso a Plasticidade Cerebral explica. A partir do entendimento disso, inicia-se um processo maior de respeito entre todos nós.
Eu acredito que o bully (agressor) invista contra um alvo que lhe dê condições de descarregar as suas angústias. E quando ele precisa fazer isso, porque é uma necessidade - desestruturar o outro – ( vítima) não importa quais as características do seu alvo, porque pra ele, as vítimas são todas iguais. Possuem as energias que ele precisa roubar para continuar ‘tocando a vida’. O bully também precisa de uma atenção especial.
O bullying começa dentro de casa e estoura na escola. Mas a escola precisa evitar sim, que isso ocorra lá dentro.
Prevenção é o melhor remédio contra o bullying.

Nada funcionará na educação se não houver um feedback família, comunidade e escola. Portanto, meu grande amigo, os que estão passando por um processo de inclusão não serão nem mais, nem menos vítimas de bullying. Serão o que terão que ser, porque são tão iguais quanto os demais que já estão.

Amigo Shigueiuki, e aos leitores que passarem por aqui, querendo me corrigir, por favor, façam. Estou aqui para aprender. Por isso, eu os agradeço com antecedência.

Meu maior carinho a todos pela participação
Muito obrigada, muito obrigada, muito obrigada.