CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

O PREÇO DO PODER

NÃO ME SUPREENDEU  NADA LER, HOJE, NA REVISTA VEJA, A MATÉRIA SOBRE "PODER, SEXO E CORRUPÇÃO.

AS REVELAÇÕES EXPLOSIVAS DA ADVOGADA QUE A MÁFIA INFILTROU NO GOVERNO"

FATOS DESSA NATUREZA JÁ ESTÃO ESCRITOS, PRIMEIRO DO QUE A REVISTA VEJA PUBLICOU NA EDIÇÃO 2256 DE 15/02/2012, NO ROMANCE   O PREÇO DO PODER 
 DO JORNALISTA  E MEMBRO DA ACADEMIA LINENSE DE LETRAS
 SHIGUEYUKI YOSHIKUMI DA CIDADE DE LINS.

A TRAMA DE O PREÇO DO PODER, 
 E O CENÁRIO QUE HOJE LEMOS NAS PÁGINA DA REVISTA VEJA,
 JÁ VÊM  HÁ SECULOS E SÉCULOS AMÉM!

 SODOMA NUNCA FOI DESTRUÍDA.
A HISTÓRIA SE REPETE,
MAS SHIGUEYUKI FOI MAIS ORIGINAL NA SUA FICÇÃO,
DO QUE A MATÉRIA DA REVISTA NA SUA REVELAÇÃO DA VERDADE.


O QUE ME ENCANTA É A FORMA DE COMO OS OBJETOS
 SÃO ENCAIXADOS POR QUEM OS ASSISTIU,
 FORMANDO UM QUEBRA-CABEÇA
 QUE DEVE SER DESMONTADO E MONTADO DEPOIS  
 POR OLHOS OBSERVADORES.

NESSE QUESITO  SHIGUEYUKI MOSTROU-SE EXPERT,
ENQUANTO QUE A  REVISTA VEJA , REPETITIVA. 

                                                  

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Shigueyuki Yoshikumi
Jornalista e membro da Academis Linense de Letras

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O PREÇO DO PODER
 SHIGUEYUKI YOSHIKUMI




Comecei muito bem o meu ano literário. 2012 me promete grandes surpresas nas letras. Surpresa deliciosa foi ter recebido, ainda sem ter sido lançado, um romance do meu amigo jornalista Shigueyuki Yoshikumi, de Lins.

Quando pus os olhos na primeira página de O PREÇO DO PODER, já sendo agarrada ali pela história, dei-me por um romance de formação. Julguei uma mãe que certamente enfiaria o dedo no destino do filho. Descobri tratar-se de conspiração logo na terceira página, pois Sodoma, muito bem explicada pelo autor, mostra-se a que veio e porque planou nestas letras, e os personagens, bem familiares, nada têm de filhos de uma boa mãe.

Não haveria lugar mais realmente fictício para ambientar a atmosfera pretendida pelo enredo, vivido e sofrido por mim, por você e pela Nação toda, senão Sodoma.

Ali, tudo podia ter acontecido, como de fato aconteceu, acontece.

Os atos e fatos explícitos de falsidade, dissolução, apoio aos malfeitores, adultério, soberba, omissão, pratica de abominação, inveja e outros pecados em quem os capitais não servem para fazer-lhes cócegas, que sabíamos por debaixo do pano, agora destampados. Mas...

O jornalista policiado quase peca na mesma proporção que Sodoma. Quando se quer jogar a sujeira no ventilador não se pode regular a velocidade das hélices. Em se tratando de Sodoma e dos que a fazem funcionar, foi extremamente comedido nas palavras, atos e ações, quando a emoção queria tomar conta desta leitora (por minha culpa, minha tão grande culpa), levando-me para dentro de cada prática vivida por Mel, aquele por quem não deveríamos, mas nos rendemos aos encantos, influenciava-me uma contrição sem propósito. Fugiu da trama a exploração sexual, tratada apenas sutilmente, quando se exigia o contrário, a fornicação explícita. Não quero dizer com isso que o jornalista não soubesse de como as mulheres eram tratadas nas mãos dos poderosos. Sabe-se que as mulheres literalmente esculpidas pela natureza foram bem aproveitadas debaixo dos lençóis de Sodoma, mas creio que, além de bom jornalista observador, é sem sombra de dúvida um gentleman. Soube exigir silenciosamente o funcionamento da imaginação de cada leitor. E cada leitora, certamente, levará a mão na bunda para testar a própria temperatura.

Numa época em que as mulheres já atuavam na política, aparecem na trama somente as que tinham algo a entregar ao prazer do poder. As politizadas e atuantes na política não foram destacadas, talvez porque tivessem, e têm, além “daquilo”, cérebro.

A figura feminina teve mesmo papel insignificante no cenário político apresentado naquela Sodoma. Elas não foram personagens principais, mas definitivos, como Mariah e Gisele, deixando como vodu, ou como poste como bem queira, Bertha, a esposa insossa que gerou dois filhos de Mel: Enoc e Salomé, quase filhos apócrifos, tiveram passagem rápida, sem voz na história.

Circulei por todos os países e cidades com Mel e Mariah. Entrei verdadeiramente na trama escrita sobre mim, sobre você, sobre uma Nação e nossos políticos, e dancei nos discos das pizzas oferecidas de bandeja por Shigueyuki.


O Poder cobra vários preços daqueles que o moldam, sem com isso terem que pôr as mãos nos bolsos, mas estendê-las às conveniências, abraçando-as e batendo-lhes nas costas.

Somos nós, você e eu, que pagamos para ver e depois meter a boca, cuspindo nas cruzes para que ninguém veja os nossos braços cruzados.

Sodoma, esta Sodoma de O PREÇO DO PODER, não pode ser excomungada, extirpada, porque nela deve haver algum inocente, que não eu. Ela haverá de existir, embora ela seja eu e que se completa por muitos.

Como haveria de ser: Tudo é verdade.

E se você, que já esteve lá e não suportou as tramóias, não adianta, pelo andar dos pecados, jogar palavras santas aos porcos. Dê a fórmula para a honestidade, não a guarde para si. Agindo assim, você estará cometendo uma crueldade, e seu ato será catalogado na lista das faltas gravíssimas. Já pensou, somente você, a única pessoa correta desta Sodoma, errando assim? Não haverá mais nenhum inocente para poupar a capital do pecado. Ai, ela será eliminada e você terá que inventar outra, porque todos nós precisamos de um lugar para viver.


Que venham outros romances, Shigueyuki. Porque neste, O PREÇO DO PODER, você mostrou o que sabe. E a revista VEJA assinou embaixo. 


Rita Lavoyer


10 comentários:

Rita Lavoyer disse...

Enviou-me por e-mail Maria Luzia Vilela

"Bom dia, maravilhosa Rita, tu me mantiveste arrepiada lendo teu texo sobre o livro "O preço do poder". Deu-me uma imperiosa necessidade de lê-lo. Menina, que prazer ler o que tu escreves! Que força tem a tua "pena"- uma antiguidade a expressão, mas a que melhor me soube para te dar lugar junto aos velhos escritores que admiro. Tua reflexão sobre o preço que pagamos, quer como sofredores das ações criminosas quer como pelos braços cruzados, reverberaram, pelo brilho próprio, junto aos meus atos silenciosos de contrição, frequentes por sinal! Amo tua forma despojada de escrever, não precisas citar frases em inglês, nem encher de citações latinas, filosóficas ou literárias para mostrar teu preparo. Nada contra alguns, realmente profundos conhecedores, que citam com pertinência e saudável economia! Tudo tem seu lugar certinho... Meu aplauso, Maria Luzia"

Rita Lavoyer disse...

Maria Luzia Vilela, sabe o quanto a admiro, mais ainda o meu marido, você já sabe dessa simpatia.
Não nego a você, e aproveito a oportunidade, para dizer que a grande ajuda que eu tive para chegar até aqui, onde você analisa, eu consegui, sem dúvida nas reuniões do Grupo Experimental .
Devo agradecer, e agradeço a todos que me ajudaram, em especial ao JORNAL FOLHA DA REGIÃO, que foi quem me permitiu, sem perguntar de onde eu vinha nem para onde eu queria ir, ter me possibilitado espaços nas Suas Páginas. Através do Jornal eu cheguei ao leitor Shigueyuki e ele a mim.

Ler a obra dele me deu prazer familiar, porque sentamos ao redor da mesa e discutimos questões políticas, meu marido e eu.

Em um fôlego só o livro foi devorado.

O homem tem talento.

ler este livro O PREÇO DO PODER é uma "missão", enquanto brasileiros que somos.

HAMILTON BRITO... disse...

Vou tentar ler este livro ate porque a academia linense de letras ficou gravada na minha memória uma vez que fui na cerimônia da sua fundação.Figuras como o mons.Pazzeto, Padre Kondó, maestro Raab que eu bem conheci são patronos de algumas cadeiras....e eu gosto do tema.

Rita Lavoyer disse...

José Hamilton obrigada por interessar-se pela obra.

Realmente vale a pena ser lida.



o e-mail do jornalista é:



yoshikumi@ig.com.br

Célia disse...

Olá,mestra Rita! Diante do alto nível dos depoimentos percebo a necessidade da leitura do referido livro, pois na prática diária, no convívio com pessoas, evidentemente aflora-se a contenda entre sexo / dinheiro e poder...
Abraço da Célia.

Ventura Picasso disse...

No momento é o meu tema preferido; Já prometi escrever só sobre erotismo político, e vou!
Estou lotado Rita, com "A Privataria Tucana" do Amaury Ribeiro (best seller 2012); relendo "Cabeça de Nego", do detestável Paulo Francis; e ainda no fim da fila "Br Privatizado" do Aloysio Biondi.
Mas, na primeira oportunidade visitarei Shigueyuki.
A Veja eu não vejo ...

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Confesso que preciso ler a matéria - da qual já ouvi falar muito - e em seguida o livro, que ao que parece é igualmente obrigatório. Um beijo e bom carnaval, Rita!

Rita Lavoyer disse...

Célia e Picasso, como os dois são de senso crítico pra lá de superdesenvolvido, imagino que só de críticas de vocês daria um livro, e do bom, daquele que eu agarro e não solto nunca mais. Feito este, O PREÇO DO PODER. Obrigada aos dois pelo interesse.
Um livro que precisa ser levado para dentro das escolas, para arremessar essa juventude alienada ao nada à realidade. Cruzes que mocidade...

Marcelo,quando peguei a revista no domingo, só de ver a capa já sabia que não passava mais do que um repeteco de notícias que nós, brasileiros sarados, estamos rindo de tanto saber. Chega a ser piada sem graça esse tipo de matéria, mas bom mesmo não é rir de notícias desse tipo, mas entrar dentro da notícia querendo mudar o desfecho com as mãos invisíveis que as temos dentro da história. Isso acontece em O PREÇO DO PODER, de Shigueyuki. Vale a pena ler, cobrando das escolas a adoção da obra.


Obrigada pela leitura.

Miriam de Sales Oliveira disse...

Amiga Rita sempre houve uma relação abjeta entre o poder e a corrupção;os umbrais do poder são estreitos e sós os "amigos do rei têm acesso.
E pensar q/ somos nós,com nossos votos que permitimos tudo isso.O que me leva a crer que a política é que é a mais antiga das profissões.
Parabéns,menina desassombrada.
bjs

Rita Lavoyer disse...

Miriam, primeiro muito obrigada por participar desta postgem.
Houve um tempo da minha vida de eleitora que eu me achava um tremenda pé frio. Nunca ganhava um voto. Depois, numa eleição coletiva, genmhei uns, perdi outros e fui tocando.
depois comecei a perceber que quando eu perdia, achando que não acertava, era que eu tinha ganho.
Mas em O PREÇO DO PODER tem muitas respostas para muitas jogadas que nos fazem entender fatos de ontem, de hoje e já nos dá respostas para o amanhã.

Lembrando Raul Seixas
" Mamãe não quero ser prefeito,/ poder ser que eu seja eleito/ e alguém pode querer me assassinar...."

Sigamos com a nossa vida. Somos nós que temos que vivê-la.

Grande abraço, Miriam