CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O BEIJO

 
 
 
Caro(a)
Estou participando de um concurso e para que o meu texto seja selecionado e faça parte da coletânea, preciso de votos e compartilhamento do texto e comentário na página da editora .
Podendo, acesse o endereço e procure o meu texto “O BEIJO”. comente e compartilhe.
Acesso por este endereço: http://paixoesclandestinas.com/  no final do texto há um logo do facebook, é só clicar nele para votar. Obrigada Rita Lavoyer
 
 
 
 
 
 
 



 

Os olhares, infantis. Desejos atrás da porta em disfarces evidentes. Recatados. Assim um ao outro se viam. Não houve como. Nos olhares se avistaram. Ali mesmo se acharam naqule esconde-esconde, mas não se encontravam no termômetro do contratempo.

Foi amor-amor. Retraídos neste sentimento, aqueles adolescentes comiam-se com os olhares em cada soturna despedida. Cada voz sempre abafada no desejo de um toque de pele com pele.

_ Quando? Assim o silêncio foi rompido.

_ Talvez... Dessa forma o encontro foi selado.


Riscaram a amarelinha, emudeceram.
 Um dedo, empurrado pela mão, tocou o do outro. O silêncio morou ali quando uma boca procurou os lábios daquele seu, e não se contiveram no aperto de ternura, nas bocas unidas encontraram o carinho de uma vida.

Quanto mais se aprofundavam no ato daquele beijo, um ao outro se encontrava aumentando-lhes o desejo. Os braços fortes, as mãos carinhosas passeavam-lhe nas costas. Os lábios se desgrudaram descendo, os dele, no pescoço dela. Enquanto ela gemia, ele a mordiscava e o beijo não parava de praticar a sua ação.

Num ímpeto, os jovens se  contiveram. Se desgrudaram por um instante. Foi bastante esse tempo para deixá-la inteira louca. Novamente ela buscou conforto naquela boca; no que ele a afastou deixando-a a deriva. Ela não entendeu interromper aquele culto. Aceitou tão logo ele a deitou no chão.

Quanto mais um dava ao outro, muito mais os dois queriam. A verdade de um era aquilo que o outro consumia. Era tudo tão composto naquela dupla anatomia, quanto mais um se entregava, muito mais o outro sugava.

E foram os sentidos em ambos  explorados, partiram do abstrato para atos mais concretos. Tudo fora revelado pelo canal daqueles poros e os corpos já eram mapas para exploração do tal dueto.

Escavou com sua língua uma gruta para entrar, ela era uma sereia e ele o seu mar. E de tanto que lambeu o sal ficou mais doce, pois se assim não fosse não seria amor.

Muitos beijos surgiam descendo da boca ao colo. Já era demais a ele suportar o fecho ecler.

 Naquele instante ele foi homem e a fez sua mulher.
 Ele a amou e amou enquanto ela o beijava.
 Pedia ao cavalheiro que em sua anca cavalgasse e ele, naquela luta, deleitando-se na garupa, dentro dela se ajeitou.

No enlace chave daquelas pernas, entregou-se inteiramente àqueles gestos tão suaves.
Aproveitando aquele ensejo de prazeres e afins, trancou-se inteiro naquele avesso de cetim.

Lá pelas tantas, de tantos disfarces, revelou a sua face e ao lado dela descansou.

Viu-a sem o véu, tomou o que era seu: ela- o seu troféu e ajoelhado, sorrindo, ele orou.

Alcançou o altar e, sobre ele, o Homem  novamente a amamentou.


Rita Lavoyer


8 comentários:

blog do Camillo disse...

Rita,
Magnífica lição de amor. Tremendamente inspiradora!
Beijo
Helcio

Dora Regina disse...

Que maravilhoso texto! Uma lição e tanta!!
Bom dia!!

Jorge Sader Filho disse...

O amor acima de tudo, a filosofia de Vida de Rita, que comungo.
É parar e pensar. O que seria da vida, se não existisse o amor?
Seria nada...

Beijos,
Jorge

Célia Rangel disse...

Ah! Rita! Você me fez plainar sobre meus sonhos e fantasias! No espaço dos mesmos encontrei-me com
"Eduardo e Mônica/Legião Urbana...
Quem um dia irá dizer/Que existe razão/Nas coisas feitas pelo coração?/E quem irá dizer/Que não existe razão?" Ah!Doces "remembers"
Bjs. Célia.

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

E foi assim que a coisa se deu
e como ela se deu, eu nao sei
mas tudo começou naquele momento
que os seus meigos lábios eu beijei.


" Um beijo seu/ um doce beijo / é uma lembrança / que eu jamais esquecerei..
bela música sobre o beijo, acho que com Carlos José.

Anônimo disse...

Com tanta gente dizendo, que posso eu dizer de novo? Amém.
Uma prosa que se transforma em poema tal a cadência e sonoridade. Bjs Maria Luzia

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Faço coro aos demais comentaristas. Maravilha erótico-lírica, com o raro quilate de Mrs. Lavoyer. Parabéns, Rita.

Antenor Rosalino disse...

Caríssima Rita, o ápice do amor é a doçura do beijo apaixonante que se faz obra escarlate, glorificada nesse dia, pela sua bela e exuberante expressividade. Aplausos!