CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Bullying, quando a escola é o inferno

Bullying, quando a escola é o inferno

Efe   Mostrar miniaturas1 de 6


.Compartilhe as fotos nas redes:Por Claudia Munaiz

Da Efe



Em 2011, ao menos 190 jovens cometeram suicídio na Cidade do México em consequência do bullying, aponta estudo da organização cidadã "Fundação em Movimento". O Instituto Nacional de Psiquiatria do México é taxativo ao advertir que, se o assédio escolar persistir no mesmo ritmo, em 2020 o suicídio será a primeira causa de morte entre os jovens.




A cena se repete: um agressor (menino ou menina) intimida, maltrata e ameaça uma vítima, deixando transparecer o grande desequilíbrio de forças. O cenário: uma escola. Por este motivo muitas crianças e adolescentes já não querem ir à escola. Um local que para uma parcela já é sinônimo de inferno.



É o caso de Yaretzi, de 10 anos, que chegou inclusive a sofrer violência física. "Um dia tocou meu telefone e era a subdiretora da escola da minha filha pedindo para que eu fosse rapidamente porque ela havia se envolvido em uma briga com outra menina e estava com um grave ferimento na cabeça.



O relato é de Laura Gómez, mãe de Yaretzi, na página da associação "Fundação em Movimento", onde esta família, desesperada, bateu em busca de ajuda. Esta instituição combate o bullying por meio da prevenção, conscientização, alianças governamentais, apoio as vítimas, campanhas e por meio da capacitação de professores.



Na opinião dos médicos que tratam Yaretzi é provável que ela apresente sequelas físicas por toda vida por causa dos golpes recebidos. Diante da gravidade das lesões, o caso foi parar no Ministério Público.



BULLYING MATA




BULLYING MATA!



A vítima de bullying não quer ser destaque!

A vítima de bullying não quer ser humilhada!

A vítima de bullying não quer ser chantageada!

A vítima de bullying não quer ser ameaçada!

A vítima de bullying não quer ser roubada!

A vítima de bullying não quer ser isolada!

A vítima de bullying não quer ser perseguida!

A vítima de bullying não quer que lhe roubem a vida!

A vítima de bullying não quer ir mais para a escola!

A vítima de bullying não quer mais comer!

A vítima de bullying não quer mais beber!

A vítima de bullying não quer mais viver!



A vítima de bullying precisa de você, por favor ajude-a.

O silêncio dela não é proposital

O silêncio dela não é de brincadeira

O silêncio dela é dor concretizada

Que a arrasta para um quadro de depressão que,

Se não tratado a tempo, torna-se irreversível.



BULLYING NÃO É BRINCADEIRA



BULLYIN É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA



ADOTE ESTA IDEIA VOCÊ TAMBÉM!

RITA LAVOYER

quarta-feira, 30 de maio de 2012

BULLYING MATA!

Sabor de Pimentão.




Exploramos o mundo à nossa volta com os  órgãos dos sentidos. Eu sei que consigo sentir através da minha visão, saborear com o tato prazeres e angustias. Quantos remorsos degustamos ao engolirmos sapos que cheiram tão mal aos nossos estímulos, mas os fazemos, calados.


Éramos crianças. A turma ir a pé à escola. As ruas eram enfeitadas com uniformes, uns brancos; outros nem tanto. Íamos rindo, brincando com o outro sem mesmo saber quem ele era. Aglomerávamos conforme   nos aproximávamos da  escola. Nas bifurcações, uma leva juntava-se à outra. Em determinada altura do caminho, eu sabia que iria encontrá-lo. O nome dele eu nunca soube. O conhecíamos apenas por “Pimentão”. Era menino alegre, divertia-nos até chegarmos ao pátio da escola. Ele me causava alegria. Era simples somente pelo fato de ser. Bastava-se.


Não foram nem uma, nem duas vezes que toda a escola ouvia gritos de alunos, porque estavam apanhando das mestras. Na minha sala, eu tremia junto com alguns, enquanto outra metade da classe incentivava, aos gritos, aquelas torturas.



A minha professora avisava, gritando, que aquilo deveria nos servir de exemplo. Diante de tamanha coação, ficávamos imóveis nas carteiras.

_ E aí “Pimentão”, apanhou hoje, hein!


Ouvi isso na saída. Um grupo de colegas de classe zoava o “Pimentão”, porque ele havia apanhado, dentro da classe, da professora, cujo nome não citarei, porque ela ainda vive.


Ele ficava vermelho, igual a um pimentão mesmo, quando o irritavam. Por isso, herdou o apelido. E o constrangimento o acompanhava até que findasse o seu caminho de retorno à casa, talvez deixasse a vergonha do lado de fora, quando a adentrasse, batendo a porta. Talvez...


No dia seguinte a rotina era a mesma, os encontros acontecendo e aquele menino, apenas “Pimentão”, animando a garotada. Eu gostava da alegria dele, embora não soubesse o seu nome. Apenas uma criança simples. Apenas.



Naquela saída eu o vi mais vermelho do que antes. Os “amigos” o chacotearam. Falavam de outra surra que levou da professora porque era ‘burro’, não decorara a tabuada. Engraçado! Não ouvimos os gritos do alegre “Pimentão”. Apanhara em silêncio desta vez?


Nunca mais o vi. Não havia mais o “Pimentão” naquela leva que se juntava à outra. Não sei para onde ele foi. O ano, tenho certeza, ele não terminou naquela escola. Desvencilhou-se aquele “Pimentão” da rotina escolar.

Acovardou-se ou teve coragem de fugir de si mesmo por terem lhe roubado a sua autoestima, a sua alegria simples de apenas ser o que realmente era?

Com variedades, os pimentões são ligeiramente picantes. Alguns dizem que quando os comem, lembram-se deles o dia todo. Cada um os digere conforme o funcionamento do seu organismo, por isso uns os saboreiam; outros, não.

O pimentão, enquanto uma hortaliça, meu organismo o aceita muito bem. Mas os meus sentidos, convertidos em impulsos elétricos e que transitam o meu Sistema Nervoso Central, me fazem ouvir os sabores daquele “Pimentão” que gritava aos olhos de tantos e que nada faziam para amenizar o seu flagelo, a sua angústia, a sua vergonha, a sua humilhação. As dores daquele menino eu ainda as vejo, eu ainda as ouço, mas eu não as digiro
 
Lutar contra a prática de bullying em qualquer espaço do planeta é questão de dignidade.
Bullying já é questão de saúde pública.
Não podemos nos calar diante dessa covardia disfarçada de brincadeira.
 
BULLYING NÃO É BRINCADEIRA !
 
JUNTE-SE A ESTA CAUSA!
 
 
Rita Lavoyer

terça-feira, 15 de maio de 2012

QUAL NOME DAR A ISTO?


Era madrugada, o vento uivava lá fora como que querendo morder-lhe os tímpanos. As janelas se agitavam numa necessidade inconsciente de se arrancarem daquela morada.

Agonizou-se com a queda da luz, consumindo a própria energia. O grito, abafado na garganta, juntou-se ao uivo da atmosfera e do escuro uma presa ela se tornou.

Nada mais pôde ver e o arrepio por todo o corpo ela deixou transparecer. Dos pés ao pé da nuca ele corria sem parar. Ali, nada mais lhe restava a não ser se entregar. O medo que a mordiscava esquentava-lhe o suor, e a ação que praticava tornou-a outdoor. O néon de suas veias exalava pelos poros, o berro e o calafrio tornaram-se insonoros.

Tateava o espaço vão, e quanto mais se debatia muito mais se consumia. Com a cabeça pelo avesso, acorrentou-se ao decalque colado em todo ‘não’ – resposta repentina de quem nunca atina a razão da escuridão.
O pavor veio pronto para pegá-la, e com a força da camisa os seus braços ela soltou. Afivelada ao algodão daquela veste tão comprida, ela, se vendo vencida, ao delírio se entregou.

A onomatopeia de dente sobre dente mesclou-se a um gemido e no ponto final uma luz pôde ser vista.

Era gente transparente usando camisolão; entre todos, um apenas queria conduzi-la pelas mãos. A princípio recusou-se porque tinha conteúdo, ele não. Se atendesse àquele chamado teria que partir de mãos dadas, ficaria invisível. Mas a luz era enorme e tornou-se imprevisível refletir sobre ela.

O que continha naquela presa foi perdendo a sua forma e toda consistência acabou virando vento; levaram-na para um jardim. Ali, trabalhava controlando todo o clima, ajudando as plantas a florirem. Quando estavam bem formadas recebiam a visita de enxames cujo feromônio a perturbava.

No seu suplício de ar puro e temperado não recebia um agrado e uma tormenta ela virou. Devastou aquele campo e mandou tudo pro espaço. Vento também tem querer e precisa de abraço.

Como pena pelo estrago, foi deixada lá, do lado de fora de onde fora levada. Mas já era dia claro e com o peito transparente viu um rótulo e a inscrição:

“ Aqui não há conteúdo. Por teres querido o mesmo que a abelha e a flor, viverás sempre com medo de perder o teu amor. Ainda que tenhas coragem de superar o teu escuro, o jardim que devastaste, entre ti e o desejo, se erguerá em alto muro. O som que não gostavas do enxame apaixonado será o teu grito mudo e ninguém te ouvirá. Se a tua insanidade delirar esta estranha arte, hão de não te acreditar. Passarás daqui à vala. Por isto, guarda em segredo a vontade de revelá-la.”

Refletiu sobre a escritura e a claridade da janela perturbava-lhe o semblante. Ela entendeu, naquele instante, que a ânsia que sentia era um desejo incontido de querer ser uma amante.

Não aceitando o chavão a ela atribuído, mediu uma distância à outra e saltou pela janela, espatifando no chão os seus desejos reprimidos.

 Rita Lavoyer é membro da UBE e da Cia dos Blogueiros.
imagem da internet







domingo, 13 de maio de 2012

VOCÊ PODE ME PERDOAR, POR FAVOR?



OBRIGADA, MÃE QUERIDA!

SOU MÃE, E DAÍ?

Não vou colocar imagem aqui, porque ela não seria a minha.

Hoje comemora-se o dia das mães. E daí?

Não sou mãe somente neste dia, nem filha também. De quebra também sou nora, e pra piorar
também serei sogra, duas vezes, bem feito! Ah, sou mais um monte de coisa para alguém e muitos são um montão de coisas para mim. Tá, e daí?

Também, só de pirraça escrevi quatro vezes a palavra também. Agora contam cinco.

Espere aí, tenho que socorrer uma filha que chama, depois volto para continuar escrevendo sobre mãe, digo: eu - acho que fica melhor 'mim' .
Mim ser mãe!  Hu, Hu!

minutos mais tarde...

Voltei! Fui retransferir o quarto que 'transferiram' para a  sala, para o quarto mesmo. Para levá-lo inteiro  nem perguntaram se podia, muito justo - eu não estava em casa, cheguei faz  pouco tempo da faculdade  -  para retorná-lo ao seu devido lugar pediu pra mim.  Tá e daí? Isso é da conta de alguém? Saber que sou solicitada para colocar quarto de filha em ordem ?

Linda, ela linda! Só para demorar mais um pouquinho rolamos no colchão que ela jogou no chão. Xarope, inalação, tapotagem e massagem em seguida. Aff! Resista que eu aguento, filha!

_ Mãe, faz um lanche, pô!

Esse daí quando não é "pô" é "tipo assim" e um cabelão no meio das costas. Pô, o caro é pô, meu!

Pô, filho, quer um lanche de que jeito? "tipo assim"  pão recheado com taio?  Aí ele se inerva. Só rindo mesmo, e já pro lanche! Ainda bem  que hoje não teve pizza.  Não aguento mais ver aquilo sobre a mesa, fico até com remorso, mas eu vou fazer o que se o entregador tem sido mais rápido do que eu no quesito encher barriga de famintos? 

Vamos que os ponteiros não esperam. Eles são maravihosos,não os ponteiros, os filhos, apesar de serem dois os ponteiros, os filhos, os dois, quando se juntam até o cuco foge do relógio, de medo.  Dão trabalho porque são saudáveis. Só não são melhores porque são meus filhos. Tento ajudá-los a se desenvolverem para serem úteis aos seus semelhantes, à natureza.
Crescer é natural, não precisam e mim pra isso. Não sofrem anomalias.

Se um dia um filho meu estender as mãos para um de seus semelhantes,com a única intenção de ajudá-lo, sem querer nada em troca,  aí terei a certeza que fiz algo acertado.

Como mãe, espero que os meus filhos sejam respeitosos com o mundo. Assim eu os educo. Rezo e os ensino a rezar. Sei  que sem Deus eles não conseguirão  sobreviver. Eles sabem que com Deus, ainda que com dificuldades, eles viverão!  E que façam muito na vida, errando bastante, sem prejudicar pessoas, enquanto têm os pais para auxiliá-los num recomeço. Meu marido também é mãe, como eu também sou pai. Parabéns todos os dias a nós.

À minha mãe, obrigada por ter criado os seus filhos sozinha. E daí? Alguém quis saber se ela precisava de alguma coisa  para conseguir ser mãe? Ela precisa todos os dias, por isso estou com a minha mãe todos os dias. E daí?

Rita Lavoyer





segunda-feira, 7 de maio de 2012

Coronel responsável pelo Massacre de Eldorado de Carajás é preso | Agência Brasil

""Coronel responsável pelo Massacre de Eldorado de Carajás é preso | Agência Brasil

Daniella Jinkings


Repórter da Agência Brasil
Brasília - O coronel da Polícia Militar Mário Colares Pantoja se apresentou à polícia no início da tarde de hoje (7), após o Tribunal de Justiça do Pará expedir mandados de prisão contra ele e o major José Maria Pereira de Oliveira. Pantoja está detido no Centro de Recuperação Especial Coronel Anastácio das Neves, que fica no município paraense de Santa Izabel.


O coronel Pantoja e o major Oliveira foram responsabilizados pela Justiça por comandar a ação da Polícia Militar que causou a morte de 21 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996.


Eles foram condenados pelo Tribunal de Justiça do Pará e estavam em liberdade graças a um habeas corpus obtido no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2005. Pantoja foi condenado a 228 anos de prisão e o major Oliveira à 158 anos em regime fechado.


A ação da polícia contou com a participação de mais de 150 policiais militares. O massacre motivou a criação da Jornada Nacional da Luta por Reforma Agrária, uma mobilização que ocorre todos anos no mês de abril, também conhecida como Abril Vermelho.
Edição: Rivadavia Severo


Agência Brasil - Todos os direitos reservados.""

Comentário da autorora deste blog -Rita Lavoyer
 
Eu vi, pouca coisa, mas estava bem mais perto do local. Santarém era logo ali.   Muitos do MST morreram, infelizmente muitos sobreviveram. 
 
 Digo infelizmente, porque ver a situação desumana a que os sobreviventes foram submetidos por falta de amparo -  via-se claramente nos olhares de cada um a pobreza pedindo pão- , abria a minha carne sem navalha enchendo de sangue  minhas lágrimas. Juro! 
 Melhor seria que todos  os que foram covardemente atacados tivessem morrido, não para o bem do estado assassino, mas para o próprio bem do homem  enquanto humano.
Já que  para viverem com dignidade  não lhes foram dada a sorte merecida.
 
Assistíamos a corpos aleijados se arrastando pelo solo de uma mãe nada gentil, ainda vivendo sob o plástico preto que lhes servia de teto, depois de dois anos do episódio acontecido. Nenhum dos sobreviventes entrou em sua camionete importada e seguiu para  sua propriedade, como tantos vagabundos que se envolvem com o MST fazem depois de provocarem o motim, aproveitando-se e denegrindo a imagem de um movimento humano que poderia ter dado certo.
Outros com os corpos cravejados de balas, mas que não se deitavam no berço esplêndido de uma pátria do raio que a parta, porque ela não presta para todos os filhos seus, e que ela própria, sequer, sabe o significado do penhor da igualdade.
 
 Aleijados, inválidos como muitos ficaram,  sem assistência alguma do estado, que alijou-se do seu compromisso, porque povo pobre  tem que sobreviver a custa de dor e se tornar heróico para provar ser merecedor de assistência, justiça e respeito. Ou não?
 
 Foram mortos como indigentes, sobreviveram e continuaram a viver como tal até quando eu saí de lá em 2000. Depois não acompanhei mais o caso, a região para a qual eu me mudei os problema eram outros de igual proporção e íamos nos envolvendo  nos assuntos, abafando outros no peito.  Desumanidade existe em todas as partes, gente muda também.
 
Alguém sabe a finalidade desta música?

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!

Parte II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores."
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- "Paz no futuro e glória no passado."
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva

quinta-feira, 3 de maio de 2012

PELAS OBRAS





“E que os tenhais em grande estima e amor por causa da sua obra.” –Paulo. (I Tessalonicenses, 5:13.)

Esta passagem de Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses, é singularmente expressiva para a nossa luta cotidiana.

Todos experimentamos a tendência de consagrar a maior estima apenas àqueles que leiam a vida pela cartilha dos nossos pontos de vista. Nosso devotamento é sempre caloroso para quantos nos esposem os modos de ver, os hábitos enraizados e os princípios sociais; todavia, nem sempre nossas interpretações são as melhores, nossos costumes os mais nobres e nossas diretrizes as mais elogiáveis.

Daí procede o impositivo de desintegração da concha do nosso egoísmo para dedicarmos nossa amizade e respeito aos companheiros, não pela servidão afetiva com que se liguem ao nosso roteiro pessoal, mas pela fidelidade com que se norteiam em favor do bem comum.

Se amamos alguém tão só pela beleza física, é provável encontremos amanhã o objeto de nossa afeição a caminho do monturo.

Se estimamos em algum amigo apenas a oratória brilhante, é provável esteja ele em aflitiva mudez, dentro em breve.

Se nos consagramos a determinada criatura só porque nos obedeça cegamente, é provável estejamos provocando a queda de outros nos mesmos erros em que temos incidido tantas vezes.

É imprescindível aperfeiçoar nosso modo de ver e de sentir, a fim de avançarmos no rumo da vida superior.

Busquemos as criaturas, acima de tudo, pelas obras com que beneficiam o tempo e o espaço em que nos movimentamos, porque, um dia, compreenderemos que o melhor raramente é aquele que concorda conosco, mas é sempre aquele que concorda com o Senhor, colaborando com ele, na melhoria da vida, dentro e fora de nós.



Da obra Fonte Viva: Francisco Cândido Xavier – pelo Espírito EMMANUEL, pag. 63