CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


domingo, 25 de maio de 2014

DIA MUNDIAL DO VIZINHO

Rita Lavoyer

               Hoje, 25 de maio, é consagrado do dia  mundial do vizinho. Não há como não termos pelo menos um. Já tive centenas deles, cada um com sua mania. Quando criança os vizinhos eram mais distantes em território, porque os terrenos das casas eram maiores, mas eram mais próximos, porque um frequentava a casa do outro, as crianças entravam e saiam da cada do vizinho sem pedir licença: éramos da casa porque crescemos juntos com seus filhos. Não podiam entrar no banheiro e deixar a porta aberta que um pirralho poderia ver o feito, saíamos correndo pela rua dizendo que vimos o pai do colega fazendo “aquilo”. Era diversão com os vizinhos que dá livros e livros. 




           Mas havia muitas brigas também. Vizinhas, principalmente as fofoqueiras, linguarudas que viviam a observar a vida dos outros, melhor: das outras, e depois iam para a igreja confessar ao padre o que viram de feio no comportamento da observada. 

           Muitos jovens casaram-se com o filho ou filha do vizinho. Alguns vizinhos mataram outros, muitos enterraram e choraram os seus. Vizinhas  ajudaram outros a nascerem.  Vizinhos levam apoio, trocam pratos, dão informações, dividem  água, cantam na laje, dançam e suam juntos. Também há muitos que subtraem tudo isso.  
Fazem mutirão, panelaço, barreiras, linchamento...
                        
                Quem mora em prédio conhece o vizinho no elevador ou na garagem. Crianças de prédio tornam-se vizinhas rapidinho, elas se acham, independente da torre ou andar. 
                Tenho vizinhos em cima, embaixo, dos lados e nos fundos. Tenho um porre de vizinhos e eles também me têm. A de cima tem um salto de sapato que me acorda quando ela chega em casa de madrugada. Pior ainda quando ela liga a banheira de hidro e vaza no meu banheiro. Isso porque já a avisamos para consertar o equipamento. Já discutimos um porre, mas continuamos vizinhas de todos os dias entre risos e acertos.
                A do fundo reclama que o meu cachorro, o Sansão, quando vaza porta afora, invade o apartamento dela e vai derrubando o que lhe passa na frente. E quem é que pega o bicho? É um surto só!
                A de baixo reclama que o salto da minha sandália faz muito barulho quando eu ando, para mantermos a harmonia concordamos em andar de chinelo no apê. A outra, mais abaixo ainda, reclama que eu lavo janela, proibido por assembleia.  Problemas de vizinhas contemporâneas são os vazamentos, tenho certeza, se não fosse desceríamos do salto fácil fácil!
                Enfim, ter vizinho é bom demais. Morando longe da família, com bebê  nos braços, fui socorrida por muitos quando apertava o desespero. Quantas coisas eu não sabia e as minhas vizinhas me ajudaram, ensinando-me.
                Já deixei meus filhos com vizinhos e cuidei de muitos deles também.  Não me recordo de um vizinho que tenha me causado tristeza. Lembro-me de todos que permanecem na minha memória. Outros não sei quem são... nem me lembro mais.
Aquele abraço meus queridos vizinhos!!!
Rita Lavoyer

3 comentários:

Célia Rangel disse...

Já tive vizinhos de todo tipo, manequim, caráter... uns mais reservados, outros nem tanto... uns de transformar seu lar em despensa de alimentos, gás e outras cositas... Prefiro manter certa disciplina em manter distância, sempre com educação, mas deixando bem claro meus limites... Por essas e outras sei que sou vista como 'antipática'... Precisei tomar tal atitude. Bom era em casa terrea, com espaços de uma chácara, onde trocava-se de tudo, até filhos e brincadeiras.
Abraço.

Rita Lavoyer disse...

Oi, Célia! Muito verdadeira a sua colocação. Célia, eu a tenho como uma vizinha do lado esquerdo do meu blog tão humanamente eu. Abração, vizinha!

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Um verdadeiro tratado sobre a boa vizinhança. Que a sua continue assim - cordial e divertida. Um beijo, Rita.