CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 1 de junho de 2014

CINZAS ADORMECIDAS



Rita Lavoyer

                Houve um tempo em que gente vestida apenas com a própria pele queimava em ideais de homem num todo. Em qualquer lugar em que  pisavam seus pés, renasciam dos úteros submersos gotas com sabor de amanhã que ainda não se podiam experimentar.
                O tempo daquela época se aveludava nas mãos ásperas das gentes  que lutavam pela comum união dos homens, para defende-los da frieza dos lobos.  
                Daquela gente de clamor efervescente o fogo queimou-a toda, repartindo-a  e espalhando-a para  as eras e eras,  mas a luz do seu calor ainda reina entre os que trazem na pele, para o amanhã, as cinzas daquele tempo.
                Raspam na quente terra batida as unhas dos lobos de inverno que aquecem, com o suor de quem não se deixa arrebanhar, os úteros dos rebanhos que se doam, à tosquia, àquela gente fragmentada que nem temperatura promove mais.
                Quando termômetros indicam baixas, os fragmentos daquela gente se unem e, novamente, o fogo se alastra em terreno que lhe é propício, derramando sobre os pelados rebanhos  ardores  que os aquecem, igualando-os, separando-os do todo enquanto tombam cinzas adormecidas.
                Depois juntam-nas ( as cinzas) todas num saco hermeticamente fechado para, numa oportuna ocasião, jogá-las nas caras de quem tem tudo a ver com isso.
                Fechem os olhos quem não quer ter as vistas embaçadas por esse tipo de pó.

5 comentários:

Célia Rangel disse...

Há uma imensa poluição, cinzas que ardem e turvam, contaminando olhos e olhares sub-humanos em conchavos de lobos em peles de cordeiros...
Abraços.

Rita Lavoyer disse...

Tudo isso, Célia! Tenha uma excelente semana, bem abençoada!!

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Oi, Rita. Muito bacana essa sua livre interpretação sobre alguns dos pressupostos da doutrina kardecista - da qual sou admirador. Causa e efeito, ação e reação. É bem aí. Só pode ser por aí. Um beijo!

Antenor Rosalino disse...

Que bela visão sobre a insanidade humana que calcina o seu próprio solo. As consequências, sem dúvida, são sempre horrorizantes para os olhos em trevas. Parabéns pelo importante tema, Rita.

Antenor Rosalino disse...

Que bela visão sobre a insanidade humana que calcina o seu próprio solo. As consequências, sem dúvida, são sempre horrorizantes para os olhos em trevas. Parabéns pelo importante tema, Rita.