CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 23 de setembro de 2014

 
 

CIVILIZAÇÃO  BACANA

 
            A Vaca inventou de gostar do Bode. O Bode achou que isso poderia dar bode, mas não contendo a sua bodice achou de querer a Abelha.

             A Abelha, abelhuda que era, pulava de galho em galho. Corrigindo: de flor em flor.       A Flor já estava com o saco cheio daquela Abelha e  se fechou para ela.

            Então era uma vez e a Flor resolveu brincar de casinha. Era uma casinha de botão em que ela entrava e ficava pra fora. Sempre que chovia a Flor  se molhava e dava um bode... Gripava e tinha que tomar mel. Mas o mel acabou porque ela – a flor-  resolveu ficar  fechada para a Abelha.

             – Ah, Flor, que é isso! – dizia o Bode enciumado da Abelha.    Abra cadabra-se!  Senão pego o pé-de-cabra e peço ajuda à Vaca, você vai ter que se ver com ela.  Qual a sua função, além de ficar aberta dando o que a Abelha precisa? Deixa de frescura! Abra-se, cadabra-se logo!

              Tanto ouviu o Bode que se abriu  e  a Abelha foi na Flor  e fez o mel, mas  ficou azedo. Mesmo assim ela o deu para a Flor que estava gripada.

             Aí a Flor passou  mal  e foi ter  com a Vaca pastando, tomou  do leite dela para verter o mel azedo e coalhou porque o Bode tinha lambido onde saía o leite. O botão ardeu na casa da Flor e o Bode foi. Deu flor aberta para a  Abelha que não acabava mais.  Enquanto isso, a Vaca pasta na escova de dente por dente, olho por olho  da Cabra que insinuou rasgar a casinha de botão da Flor.

            Hã? Tem Cabra na história?

            Uma vez... quem é mesmo o pai do cabrito?

            A Abelha, abelhuda que era, ficou irada com a Vaca e a ferroou bem na  anca, que  ficou cega de dor e chifrou o Bode na traseira,  enquanto ele mexia no pé da Cabra com um pé de-cabra. 

            A Abelha perdeu o seu ferrão. Morreu! A Vaca ficou com o Bode entalado no seu chifre que não aguentando de dor,  deixou o pé-de-cabra cair sobre a cabeça do Cabrito  que morreu por causa do pé-de-cabra na cabeça sem saber quem era o seu pai.

            A Flor saiu da sua casinha de botão e foi tirar satisfações com a Cabra que, não aguentando a fome,  comeu-a.

            O Bode chorava sua Abelha morta enquanto a Vaca o chifrava mais ainda.  Passada a dor da anca, a Vaca pediu ajuda à Cabra para desentalar o Bode do seu chifre,  no que esta pegou o pé-de-cabra e deu-lhe nos cornos, matando-o à cabrada.

            Não satisfeita com a sua desafeta, a Vaca pôs-se a correr atrás da Cabra macabra. A Cabra ficou com a macaca e desafiou a Vaca. Ambas se encararam  e ciscaram a terra, cavando-a. A cava  da Vaca era mais funda que a cova da Cabra.  Brava a Cabra ficou e num impulso empurrou a Vaca para a sua grande cava. A terra estava seca, então a Cabra fez xixi na cava só pra ver a Vaca ir pro brejo.

            Satisfeita com o seu  feito, a Cabra saiu de cabeça erguida sem ver a cova que ela havia cavado e nela caiu.

            Não sobrou  nem um bicho para salvá-la. Deu bode.

Enganei-me, sobrou a Macaca, aquela que tinha ficado com a Cabra, ela tinha uma banana pendurada no pescoço, fazendo fusquinha pra mim. Peguei o pé-de-cabra e vapt! vupt!  Esmaguei a banana  no chão com casca e tudo. Pronto, agora eu estou com a macaca.

             -   “ Ploft!”  Deu bode na história da Cabrita que contou os fatos. Escorregou na banana e caiu sobre o pé-de-cabra. Está encabrada ao lado da Macaca que morreu de rir do malfeito. Bem feito! 

Um comentário:

Célia Rangel disse...

... macacos me mordam... ou cabras... já nem sei mais... agora ferroada de abelha... nem pensar! De bode, então... nem o cheiro! kkkk...
Abraço.