CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 3 de março de 2015

E-TAPAS

E- tapas
Esta notícia no Jornal Folha da Região de hoje, remeteu-me a este meu texto. Sensibilizada, não comparo a vítima da matéria às etapas no texto narradas.

A) Naquela época, o que não podia era uma filha sujar o nome do pai. Por causa disso, a educação era rígida e presa a filha ficava. Mas o amor que paira no ar conseguiu fazer dois corações se encontrarem. Embaixo de um pé de café, a menina-moça transformou-se em mulher. O amor do rapaz durou até ali, o filho dos dois, aquela mulher, sozinha, teve que parir. A herança do pai já não era mais sua, porque filha embuchada só ganha do pai a porta da rua. A mãe daquela não veria seu neto porque a ela só cabia calar. Abrisse a boca tapas ganhava.
B) Então coronel quis filha casada com o filho de um seu igual. O namoro era em casa. Tinham a permissão de ficarem na sala segurando as mãos. Coronel sente sono e, naquela noite, da filha, o pai já não era mais o dono. Não demorou e a barriga apontou e o pai de seu neto, no meio da rua, o coronel eliminou. A filha ficou na gestação prisioneira. Pariu o seu filho, mas não o conheceu. O pai disse à filha que o bastardo morreu. E tapas, na clausura, a vida lhe deu. Aquela mulher sem marido definhou-se porque sabia que a criança que crescia com a empregada era o seu filho que não tinha morrido.
C) Estava casada com quem nunca quis, fora educada que ter segurança é melhor do que ser feliz. Naqueles contatos de nojo e tortura aquela mulher jurou pôr um fim. Decidida a fugir das garras do cão arrumou sua trouxa, mas teve que ficar porque sua menstruação, durante nove meses, resolveu deixá-la. Tinha um teto pra abrigar a criança e estaria segura na hora do parto. Estava enganada. O cão, embriagado, entre tapas e pontapés, matou aquele feto deixando inválida a mulher.
D) A filha-menina cresceu como a mãe gostaria de ter sido. Deixou-a solta para viver, ser feliz. Não tinha aventura que não havia experimentado e, entre tantas gandaias, bebedeiras e afins, ela não sabe quem é o pai do bebê. Ela nasceu, é uma menina, mas com a avó a mãe a deixou. Não tinha saco para viver amamentando e o choro da bebê incomodava a mocinha. Saiu feito louca e não deu mais notícias. Aquela mãe ganhou uma neta e a filha perdeu. Para onde ela foi ninguém sabe, ninguém viu. Sabe-se que virou prostituta, profissão que adotou para vencer a luta.
E) A avó, a neta e o avô. Hoje, a etapa é outra, liberdade não tem limites e tapas é a vida quem dá, em casa não pode apanhar. Coitadinha da criança, tão inocente... Assiste a tudo o que pode, ouve, fala e pratica. Ah, menininha sarada de saia curta e peitos à vista. Não provoque, libertinagem não é consanguínea? Mas não houve como, ela o provocou e num dia, sem a avó, o avô a estuprou.
ritalavoyer.blogspot.com/2009.

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