CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

CORTINA DE SEDA

CORTINA DE SEDA - Rita Lavoyer.


  A parede que eu vi ,hoje, tão clara,
  empalideceu após o pôr-do-sol.
  Libertei da braçadeira a cortina,
  rompendo contato entre o dentro e o fora.
  A seda, flexível, caiu perfeita,
  sustentando suas pregas no varão.


  Uma brisa não apresentada
  tomou forma de vento forte e,
  na minha presença, acariciou a cortina.
  Avolumou-se a seda na sacada e
  dançou feito bailarina com saia godê.


  Seus rodopios desenhavam
  círculos sobre círculos
  e, com pernas de seda, eu os pude ver
  atravessando  a porta aberta.
  Silenciosamente, a cortina acomodou
  suas vértebras e verticalizou-se do lado de   dentro.


  A brisa, que se escondia do lado de lá,
  embruteceu e, novamente,
  a cortina saltou sacada afora.
  Acenava escandalosamente aos continentes,
  fazendo correr seus rodízios no trilho.


  Sustentada pelo ar, fazia acrobacias.
  Qual ave, à noite emitia seu trilo
  entregue por um vento atravessado
  que rasgava horizontes.
  Senti o gosto de um convite
  ventilado aos meus ouvidos.
  Saí à sacada e cedi-me àquele bailado.


  Abracei aquela silhueta de seda
  e dancei com ela uma melodia
  tangida por aquele clima.
  Estávamos duas escandalosamente sedadas,
  do tempo não sabendo noite ou dia.


  Soltamo-nos na sacada não querendo mais parar
  nossos corpos formaram-se vento,
  mas só eu ultrapassei a margem do meu andar.
  Ventaneira, desatei as asas do tempo
  e nas paredes onde adentro,
  do nascer ao pôr-do-sol,
  troco formas para voar,
  enquanto a cortina de seda continua dançando,
  pendurada no mesmo lugar.



  Rita Lavoyer

4 comentários:

Célia Rangel disse...

Uma dança encantadora entre, a leveza da seda, e a da alma que se fundem em um romantismo único! Ternurizante o seu poema, Rita!
Abraço.

Rita Lavoyer disse...

Célia, voei tanto que quase não consegui achar o caminho de volta. abração e obrigada pela leitura.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Belo bailado. Viajei com vocês duas, sedadas e envolvidas uma na outra.

Rita Lavoyer disse...

Vê, Marcelo! o vento trouxe umas doses a mais ...