CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 16 de agosto de 2015

VIVER NÃO É PRECISO e QUERO OLHOS


VIVER NÃO É PRECISO –  Rita Lavoyer –   
                                    
Viver não é preciso! Se assim fosse não seria viver.
Estão nas imprecisões, nos erros de cálculos
-inclusive do tempo que tecemos sem ver-,       

muitas de nossas melhores conquistas.
É certo também que precisamos dar tempo ao tempo.
Mas se muito tempo ao tempo dermos, engordado de si,
o tempo, apertado, não reservará espaço ,
no seu espaço, para nenhum de nós.
Se precisamos viver, nem sempre o tempo podemos precisar.
Nos precisamos, pois.
Afrouxemos os pontos entre o tempo e o espaço

para encontrarmos liberdades neles. 

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QUERO OLHOS – Rita Lavoyer

Quero olhos que me enfeitem a face
esta que vejo com olhos miúdos.
Quero olhos que vejam bem longe 
lá, onde ainda não inventaram, mas vou.   
Quero olhos que falem comigo
aquilo que já sei e precisa silêncio.
Quero olhos que ouçam e sigam
meus passos na marcha que já decidi.
Quero olhos cujos óculos sejam apenas enfeites
que não irão falhar, me deixando na mão.
Quero olhos de um lado e de outro
para fazer os trabalhos que preciso concluir.
Quero olhos que sintam
minhas lentes por dentro e por fora.
Quero olhos grandes para enxergar maior
o melhor que eu conseguir ver.
Quero olhos ágeis em suas ações – sinestésicos.
Quero esses olhos.
Veja! Quero esses olhos.

Um comentário:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Bons poemas, Rita, e de certa forma complementares naquilo que expressam. Um beijo e parabéns!