CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

PARABÉNS CIDADE DE ARAÇATUBA -103 ANOS

Araçatuba! Mãe-mulher cem anos-luz.
Terra Araçá, cidade que nos conduz.

RITA LAVOYER

Ainda virgem nesta terra noroeste,
os teus anjos caingangues nus em pelo
guardavam o hímen, outrora selo indesfrutável,
para protegê-lo, mataram e morreram.



Da tua vida eram eles guardiões,
viraram reles diante de tantas armas,
frente a elas foram foices e canhões.



Estes índios foram a causa
da desfloração tão demorada,
pois não queriam em outros braços
esta terra tão amada.



Não sabiam o porquê a menininha
cheirando a vida e com o viço ainda em flor
para ser mulher houvera passar pela dor.
Com outros seres diferentes de tua pele,
os caingangues assistiram a exploração.



Foi violenta a cena que assistiram,
sem mais bravuras prostraram-se ao chão.
Viram-te sendo aberta e desmatada
de mãos atadas nada mais tinham a fazer


.
A vergonha na visão dos aforistas
com brancos panos esconderam membros à vista.
Aqueles anjos, outrora puros, depois homens,
ajudaram o flanco para aqui chegar o trem.



Em tuas áreas adentraram com firmeza
limpando as vias, clareando a escuridão.
Eram jagunços, exploradores e dormentes
penetrando-te para te remodelar.

Frente a frente com teu corpo tão disforme,
como o ciclo em sua evolução,
de menininha passaste a moça feita.



Já eras fértil e sonhavam com a colheita.
No vai-e-vem do trem em tuas entranhas
fizeram mapa com o teu corpo de mulher.



E logo veio um filho atrás do outro,
porque sabias dar a luz e muito brilho
ao filho, ao pai, ao esposo e aos irmãos.



Descarrilado o trem, tu o punhas no trilho,
porque progresso é o teu DNA.
Hoje, teus filhos em nome deste progresso
Gritam bem alto o teu nome, o teu sucesso:

“Araçatuba! Mãe-mulher cem anos-luz
Terra Araçá, cidade que nos conduz.”

Todo o povo, de joelhos em tuas terras
de onde brotam os homens para vencer
Araçatuba! És mulher e os teus filhos
aqui estão, hoje, para te agradecer.

Mulher-cidade, ainda jovem, toda futuro...
Das tuas tubas fazes brotar os araçás
de cuja árvore gozamos tão doce sombra
para os teus filhos em teus seios repousarem.

“Araçatuba! Mãe-mulher cem anos-luz
Terra Araçá, cidade que nos conduz.”



Parabéns, mãe-mulher Araçatuba
por cem anos a todos nós dar a tua luz.
Com muito orgulho teus filhos, hoje, somos
porque de ti herdamos nossos cromossomos.

Todos os dias são teus dias, tuas horas
presenteando-nos com o teu tempo, com tua história.
Viva a mãe-mulher que fizeste para amar
todos os filhos desta Terra araçá.

“Araçatuba! Mãe-mulher cem anos-luz
Terra Araçá, cidade que nos conduz.”

Produzi esse trabalho para homenagear a cidade de Araçatuba em seu centenário.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

FÁBULAS DE LAVOYER




O PÉ E O SAPATO




O Pé já tinha passado por maus pedaços na vida. Foi perseguido, torturado. Os maus estiveram ao seu encalço sem dó nem piedade. Enquanto Pé, fez-se mão, corpo e cabeça por longo tempo.
_ Para aonde pretende ir, Pé, assim tão descalço? – Perguntou-lhe o Sapato envernizado.
_ Vou a procura da minha conduta – respondeu-lhe o Pé.
_ Mas você acredita que alguém consegue encontrar conduta por aí? Acha mesmo que ela está à disposição de todos?
_ Acho que ela existe, não sei como ela é. Pretendo encontrar a minha – respondeu o Pé

_ Para que deseja outra conduta. Pensa que ainda não a tem?
_ Se a tenho, não a sinto em mim, não deve ser de muito valor. Talvez ninguém a perceba. Preciso de uma que me pese e me dê significado, para que eu pense nela constantemente. Isso deve ser conduta. Por isso quero encontrar a fonte onde ela deve jorrar abundante. - Assim se explicou o Pé para o Sapato.


_Mas, Pé, você sempre andou desse jeito, descalço, desprotegido?
_ Já me senti desprotegido. Algumas coisas do solo ainda me atingem, apesar de a minha sola já estar bem grossa.
_ E os seus calos são resultados dessa sua caminhada a procura da conduta?
_ Pode ser. Mas caminho descalço mesmo porque não tive a sorte de um sapato.
_ Pé, você já ouviu falar em meia?
_ Já ouvi, sim! Ainda não tive a oportunidade de ter uma.
_ Eu posso ajudá-lo a conseguir uma. – O Sapato continuou perguntando: _ Você me conhece?
_ Acho que é um Sapato, ou não?!
_ Isso mesmo, Pé! Eu preciso chegar num lugar bem alto. Posso contratá-lo para levar-me até lá. É só me calçar e chegaremos juntos. Com sorte, poderá encontrar, quem sabe, a conduta que tanto procura.



O Pé, desconfiado, perguntou:
_ Como quer que eu o calce?
_ Enfie-se em mim- respondeu o sapato.
_ Mas você não vê que o meu tamanho é bem maior do que o seu? Além do mais eu sou um Pé velho, você é um Sapato novinho, poderei estragá-lo.
_ Estragar-me não. Poderá alargar-me. O que é bem diferente.

Como nunca antes tinha recusado um desafio, o Pé tentou se enfiar no Sapato. Impossível manter-se dentro dele, mesmo assim caminhou boa jornada encolhendo os dedos e mancando. Meio caminho já tinha sido percorrido quando o Pé, sangrando, chiou:
_ Não quero mais carregá-lo dessa forma, ‘seo’ Sapato. Saia de mim!


Assim o Pé agiu, pinchando longe o Sapato já empoeirado.
Parado no mesmo lugar, o Sapato sabia que não chegaria a lugar algum sem a ajuda daquele Pé. Não querendo aposentar as chuteiras, ponderou. Bateu a poeira, deu-se uma lustrada e, como estava distante do Pé, gritou:

_ Pé, venha me buscar! Encontrei uma outra forma de você me levar ao meu destino!

Com muita dor, o Pé caminhou ao encontro do Sapato.

_ Pé, coloque-me em seu peito, assim você poderá me carregar. Conheço esse tipo de dor que você está sentindo. Logo, logo ela passará e irá esquecê-la.

A proposta foi aceita pelo Pé. Quando ele se erguia para dar um passo, derrubava o Sapato.


_ Pé, desequilibrado desse jeito não me levará a lugar algum, e nós dois nos perderemos no caminho – retrucou nervoso o Sapato.
_ Mas o senhor, Sapato, é pesado demais para eu carregá-lo sozinho.
_ Pé, você tem que aprende a olhar ao seu redor. Ver o seu próximo, enxergando nele o seu complemento. Sozinho, Pé, você não adquirirá o equilíbrio necessário.
_ Quem é o meu próximo, senhor? Tão bom assim que me possa completar?
_ Pé, deixe de ser cego, olhe o seu mais próximo! Quem é ele senão o seu parceiro, o outro pé. São dois, não percebeu ainda?
_ Hum... Se é só um sapato, o que pretende com o outro pé?
_ É simples, coloque-me sobre o seu peito, e sobre o peito do outro pé colocará a meia que eu lhe darei.
_ E por que eu fico com o peso, e ele com paina?
_ Pé, para chegar onde se pretende, precisa deixar de ser ignorante. Conhece o ditado “ O que uma mão faz a outra não precisa ver”? Muito simples, meu caro


Avançaram bem pouco com aquele desequilíbrio total. O Sapato, muito mais pesado do que a meia, não permitia aos pés andarem sem derrubá-lo. Pés e Sapato começaram a se estranhar na metade do caminho.


_ Pé, colocarei dentro da meia uns contrapesos para compensar os lados. Assim, a cada passo que você der, chegando o mais perto possível do meu destino, complementarei no que faltar, o que acha?
_ Posso tentar, senhor Sapato. Darei o melhor de mim para que chegue aonde almeja. Cuidarei de fechar os olhos do outro pé, tomando a rédea da situação.


A cada queda que o Sapato levava, contrapesos eram depositados na meia, e o equilíbrio se anunciava.


_ O que está achando de me carregar, Pé?
_ Ótimo, senhor. Comprometo-me a levá-lo aonde desejar.


Caminharam muito e a meia já estava abarrotada de tanto ser o ponto de equilíbrio daquela empreitada.


_ Senhor Sapato, será necessária outra meia. Esta primeira que o senhor me deu já está muito cheia, poderá romper-se a qualquer momento, o que me deixaria bastante triste, uma vez que ela já tem significado para mim. Se isso acontecer, perderei o equilíbrio e o senhor cairá. Acho que eu o estou conduzindo bem, estamos ganhando terreno, e pretendo levá-lo para ganhar outros. Aconselho-o a providenciar outra meia caso ainda queira que eu o leve ao seu destino.


_ Eu sabia que isso aconteceria. Portanto, já mandei providenciar outro pé-de-meia para você. O que acha, Pé?
_ Excelente, senhor! Todavia, cumpre-me lembrá-lo de que o seu verniz acabou, está opaco.


_ Toda via, meu caro Pé, tem seus altos e baixos, e com a nova meia que ganhará me lustrará sempre, até que eu reflita o meu brilho por onde passarmos. Não é mesmo, Pé?


_ Sim, senhor Sapato!
-Isso! Mas enquanto o outro pé da meia não se enche, esta que já está cheia ficará amarrada a mim, como escudo para me proteger, caso eu venha a cair.


_ Senhor, será muita carga sobre o meu peito. O outro pé poderá carregar a meia cheia, senhor!


_ Não! O outro pé está sem visão. Eu não lhe pedi para fazer o que fez. O ditado dizia “ O que a mão vê...”, não o pé. A carga dele será menor, ela irá aumentando à medida da nossa caminhada, para ele não sentir de uma só vez o peso que carrega. Enquanto ele não vê, você deverá carregá-lo, também, como fardo.


_ Sim, senhor Sapato! As coisas do solo já não me atingem mais.


_ Experiência conquistada, meu caro Pé! Quem é forte de verdade e importante neste trajeto é você, Pé. Você tem significado porque vale muito para mim, meu grande amigo Pé. Quando chegarmos aonde eu quero, eu devolverei todas as meias à você. E depois, se quiser, você as calçará. Poderá procurar o que pretendia mais confortavelmente, o que acha, meu fiel amigo Pé?
_ O que é que eu procurava mesmo, Excelentíssimo Sapato?

Autoria- Rita Lavoyer - Membro da Cia dos Blogueiros















sábado, 19 de novembro de 2011

CIVILIZAÇÃO BACANA



A Vaca inventou de gostar logo do Bode. O Bode achou que isso poderia dar bode, mas não contendo a sua bodice achou de querer a Abelha.
A Abelha, abelhuda que era, pulava de galho em galho. Corrigindo: de flor em flor.



A Flor já estava com o saco cheio daquela Abelha e se fechou para ela.
Então era uma vez e a Flor resolveu brincar de casinha. Era uma casinha de botão em que ela entrava e ficava pra fora. Sempre que chovia a Flor se molhava e dava um bode... Gripava e tinha que tomar mel. Mas o mel acabou porque ela resolveu ficar fechada
_ Ah, Flor, que é isso! – dizia o Bode enciumado da Abelha. _ Abra cadabra-se! Senão pego o pé-de-cabra e peço ajuda à Vaca, você vai ter que se ver com ela. Qual a sua função, além de ficar aberta dando o que a Abelha precisa? Deixa de frescura; abra-se, cadabra-se logo!







Tanto ouviu o Bode que se abriu e a Abelha foi na Flor e fez o mel, mas ficou azedo. Mesmo assim ela o deu para a Flor que estava gripada.
Aí a Flor passou mal e foi ter com a Vaca pastando, tomou do leite dela para verter o mel azedo e coalhou, porque o Bode tinha lambido onde saia o leite. O botão ardeu na casa da Flor e o Bode foi. Deu flor aberta para a Abelha que não acabava mais. Enquanto isso, a Vaca pasta na escova de dente por dente, olho por olho da Cabra que insinuou rasgar a casinha de botão da Flor.





Hã? Tem Cabra na história?
Uma vez... quem é mesmo o pai do cabrito?
A Abelha, abelhuda que era, ficou irada com a Vaca e a ferroou bem na anca, que cega ficou e chifrou o Bode na traseira, enquanto este mexia no pé da Cabra com um pé de-cabra.

A Abelha perdeu o seu ferrão. Morreu! A Vaca ficou com o Bode entalado no seu chifre que não aguentando de dor, deixou o pé-de-cabra cair sobre a cabeça do Cabrito que morreu por causa do pé-de-cabra na cabeça sem saber quem era o seu pai.
A Flor, muito nojenta, saiu da sua casinha de botão e foi tirar satisfações com a Cabra que não aguentando a fome comeu-a.




O Bode chorava sua Abelha morta enquanto a Vaca o chifrava mais ainda. Passada a dor da anca, a Vaca pediu ajuda à Cabra para desentalar o Bode do seu chifre, no que esta pegou o pé-de-cabra e deu-lhe nos cornos, matando-o à cabrada.





Não satisfeita com a sua desafeta, a Vaca pôs-se a correr atrás da Cabra macabra. A Cabra ficou com a Macaca e desafiou a Vaca. Ambas se encararam e ciscavam a terra, cavando-a. A cava da Vaca era mais funda que a cava da Cabra. Brava a Cabra ficou e num impulso destemido empurrou a Vaca para a sua grande cava. A terra estava seca, então a Cabra fez xixi na cava só pra ver a Vaca ir pro brejo.
Satisfeita com o seu feito, a Cabra saiu de cabeça erguida sem ver a cava que ela havia cavado e nela caiu.



Não sobrou nem um bicho para salvá-la. Deu bode. Morreram todos.Enganei-me, sobrou a Macaca, que tem uma banana pendurada no seu pescoço, fazendo fusquinha pra mim.



Peguei o pé-de-cabra e vapt! vupt! Esmaguei-a no chão. Agora, eu estou com a Macaca.











Mim ser eu mesma. Ahhhhhh! Ploft! Quem deixou isso no chão?

Vixi! Vai dar bode de novo



AUTORIA - RITA LAVOYER - MEMBRO DA CIA DOS BLOGUEIROS DE ARAÇATUBA


Texto publicado no livro "TANTAS PALAVRAS' - Org. Antônio Luceni.

Imagens da internet

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

PROCLAME A SUA REPÚBLICA

Vida longa ao rei! Vida longa ao rei!
Deus salve o rei! Deus salve o rei!



A democracia de hoje é disfarce.
O escravo de hoje é moderno, se disfarça, ajoelha e reza. Aperta as mãos, bate nas costas, submete-se a capacho.



Proclame a sua república cada vez que sofrer golpes, desses acordados com as conveniências, as deles, aplaudidos e ecoados pelas criaturas bestiais.



Nos Quilombos reuniam-se humanos de raça.
Nos quirroubos reúnem-se os queijos, os culpados eternos pela proliferação dos ratos.



Oh, que lástima! Comem até a minha parte. Não gosto de queijo, mas tô muito aí, porque a minha casa não é república, nem restaurante, nem boteco. E esse alimento não faz parte do meu regime.


Proclame a sua república cada vez que sofrer golpes, desses acordados com as conveniências, as deles, aplaudidos e ecoados pelas criaturas bestiais.




Vida curta às réplicas. Vida curta às réplicas, senão o provisório se tornará permanente.


Hã? ???????????


Ah, esse é o meu espaço.


Estou cumprindo a minha missão: garantir a minha liberdade e o meu direito de cidadã - vou curtir um feriado kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Já que não tenho disponho de mordomia, a sujeira que me espere, acabarei com ela amanhã.

Vida longa aos rodos, aos baldes e às vassouras!

Oh, Deus! Oh, céus! Oh, vida! Cadê a minha goiabada?



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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

A MULHER DOS PROFISSIONAIS

ll/ll/ll - que data, não?


Se o meu marido fosse um advogado, eu o faria meu processo e defenderia todas as causas dele. Se ele fosse um agrônomo, me faria inteira terra para germinar todos os sonhos que ele sente acordado.






Digitador põe os dedos nas teclinhas de uma máquina que computa, esse caso não pede rima, mas prometeria ser uma esposa de boa conduta.



O meu marido, se ele fosse eletricista, receberia minhas energias dia e noite, noite e dia. Com fazendeiro eu faria um belo par. Multiplicaria seus hectares só para eu poder cuidar.
O garçom estaria bem servido comigo na bandeja, mas veja, se fosse um hagiógrafo eu seria a única santa de toda a sua historia.




De um industrial eu seria a matéria esposa da sua linha de produção. Se eu fosse mulher de jornalista, arrancaria o couro dele e viveria sendo notícia.
Do jardineiro eu seria a sua flor, ele me daria o seu adubo, a ele daria o meu amor.
Leiteiro é ofício sério, com ele não podemos brincar, por isso lhe tenho respeito. Trabalha com as mãos no lugar certo para o amor amamentar.






Com um médico assumiria o compromisso de estar sempre sarada, para quando chegar cansado, encontrar nos meus braços a sua eterna morada.
Com professor seria bem divertido aprendermos juntos as lições da vida. Do pedreiro, eu seria os seus tijolos edificando-lhe a construção. Se eu fosse mulher de policial, treinaríamos todos os dias para ele nunca errar o alvo, e o nosso amor estaria a salvo.




Radialista ou repórter os dois também convêm, eu seria seus microfones para, de mim, só falarem bem.
Sorveteiro? Nossa! Seria uma graça, porque eu gosto mesmo é de sorvete de massa.
Tesoureiro, tintureiro até do vaqueiro eu seria boa esposa, mas...






Por Deus, Nossa Senhora, cruz em credo e Virgem Maria não me castigue nem um dia ser mulher de pescador. Pegar em minhoca fina, mole e muito suja não faz parte do meu pudor.
Se a coisa está molhada fica ainda bem pior. Não se sabe se é roxa ou rosa, e ainda mais ter que matar o bicho enfiando-o em um anzol?






Deus, de pescador, não! Não me deixe, não me deixe ver minhoca mole morrendo na boca de peixe.

Mas eu fico mesmo é com o meu marido que não me dá trabalho, mas trabalha sem parar.



Viva o homem desta labuta, que tudo faz para que eu seja, relativamente, absoluta.






Obs- Noivos escolheram o dia 11/11/11 para casar, porque hoje pode ocorrer "eventos incomuns". Ilusão de ótica ou não, vejo 6 pauzinhos de pé. Amanhã serão 5 e os pauzinhos vão se abaixando conforme o calendário.



Eu, hein! Todo o dia é dia de ser profissional naquilo que se propõe a fazer.









Autoria - Rita Lavoyer



imagem da internet



sábado, 5 de novembro de 2011

E AGORA .....?


O sinal não fechou, porque sinal não havia ali. E agora, apressadinho?
Ela saiu para um compromisso marcado. Você, apavorado, o desmarcou. E agora, desastrado?
Ela estava junto com a maior joia dela. Você a feriu. E agora, imprudente?

Tinha um "pare", mas você não parou. Por que, ceguinho?
Ao invés de ficar no local, foi, sozinho, arrastando a lataria, à delegacia registrar ocorrência contra ela, julgando-se correto. Levou um ‘pito’, heim, estressadinho!

Tentou convencer o policial que ela estava acelerada. Levou outro ‘pito’, não foi, esperto?

O CD preferido dela, aquele de cento e poucas músicas, foi presente que ela ganhou. Com o impacto, ele derreteu junto com o painel, E agora, sem noção? Ela nunca mais vai ganhar outro igual.

Você voltou ao local do acidente acompanhado dos homens de farda.Qual é a sua, trapalhão? Gosta de levar puxões de orelha em público?






Retornou ao D.P. sob as vistas deles. Lá, tentou convencer a motorista a deixar as coisas de um modo que não prejudicasse o andar da carruagem, a sua, não é não finório? Já que o carro dela ficou destruído.

Não foi presente, foi juntando pouquinho por pouquinho para sair com um zerinho da concessionária. Ela conseguiu, ligeirinho!

Querendo fazer rir, tentou convencer o escrivão a registrar no B.O que a criança, a joia dela, estava ao volante junto com a motorista.

Gelou, perdeu as pernas, a cor, as palavras, a noção, o sentido, quando ela se levantou agigantada e perdeu a compostura, foi não?

– Sim! Foi isso sim, senhora!

Então, tá! Foi assim que eu resolvi tudo, tudinho. Depois, fui conhecer o ferro velho.

Hoje, tudo dói. Mas dores, elas passam conforme a nossa resistência, mas não ultrapassam, nem trapaceiam nenhum percurso.

Amém! Somos, minha filha, eu e aquele senhor, sobreviventes da pressa, a dele.






E agora? Eu vou continuar assegurada. O velhinho precisa aprender isso, e muitas outras coisas, inclusive a usar óculos.






Algumas coisas terminam começando do novo.