CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.


domingo, 27 de abril de 2014

APRENDENDO




Eu não sei quase nada
Uma, duas coisas...
Com você eu aprendi muito
Machuca não saber muito
Dói mais saber uma, duas coisas
Com você eu desaprendi bastante
Também uma,  duas coisas...
Sei que sou jovem
Muito saber machuca
O corpo e a alma da gente
Sabem onde e como dói
Saber onde e como dói
Ter conhecimento do que se sabe ou não
Ameniza a dor de não saber isso
Ou saber aquilo
Conhecer um conhecimento que não é nosso
Previne-nos sobre alguns resultados
Um, ou dois...
Convencendo-nos uma, ou duas vezes
Sobre uma, ou duas coisas...
Que podem instruir-nos ou não
Um meio de nos capacitarmos
A termos ou não certezas
Sobre uma, ou duas coisas...
Para podermos explicá-las,
Uma, ou duas vezes...
Até que as compreendam
Retenham-nas na memória
Para surgirem novamente
Como indagações
Conseguindo novos meios
De julgá-las,  ou não
Aquelas uma, duas coisas
Tendo a ciência da maturidade
Para  descartar, ou não
Uma, ou duas coisas
Se elas forem  quase nada
Para quem muito ensinou
Ou para quem pouco aprendeu
Ou não sobre muitas coisas.

Rita Lavoyer

 

 

 

 

 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

EDUCAÇÃO



 Enquanto a Educação brasileira for
 tratada apenas como um  trampolim
eleitoreiro pelos políticos que, depois de
 eleitos, relegam-na, igualmente aos
professores, pisando-lhe os princípios: o
 básico na formação de um indivíduo, o
 pilar da Nação estará seriamente
comprometido. Já está!

Isso é grave! Muito grave!      Rita Lavoyer

EU SOU PROFESSORA!




Dignificar o magistério, valorizando a profissão dos professores e os professores, é a forma mais honrada de um político dizer à população que antes de ser político, ele nasceu com o perfil de ser humano e já experimentou ser um. Do contrário, é tentar jogar a humanidade na mesma vale onde ele, político, jaz, ainda que vivo, putrefando o futuro. Eu sou professora!
Rita Lavoyer

terça-feira, 22 de abril de 2014

Meu sono por uma cabrita





    Tendo insônia, usei de um artifício e concluí  que  quem inventou que contar carneirinhos ajuda a pegar no sono é pra lá de um asno. Deitei e usei todas as forças do meu pensamento para construir uma cerca imaginária. O lado que intuía segurá-la trabalhava bem, mas o lado do cérebro que tinha que buscar os animais para  serem contados não deu conta, por isso deixei a cerca cair. Acionei o meu cerebelo e comecei a imaginá-los.  Estava quase desistindo quando consegui pôr a carneirada na fila. Segurei-os na ordem e ergui a cerca. Ufa! Que canseira me deu. Acertei a minha cabeça no travesseiro e comecei:

  – Um...

   Ele não foi.

  – Um...Um...

  Ele não foi de novo.

 – Pula, vai! – eu gritei.

E nada de o bicho pular a cerca. Ergui o braço e dei com a mão na traseira dele. Aí a fila andou. Onde pula um carneiro, pula uma carneirada.

Fui contando. Já estava no 20 quando dei por mim que o bicho olhado de baixo para cima é feio demais e comecei a ficar com medo de um deles cair em cima de mim. Encolhi-me, fiquei na beiradinha da cama: precaução.  O  21  empacou, era muito gordo. Sentei-me na cama, estiquei o pescoço, enfiei a cabeça debaixo daquela coisa, dei um impulso e  o joguei para outra banda. O 22 quis folgar, mas meti-lhe um bicudo que ele se espatifou na ribanceira. O 23 ficou com medo e seguiu seu rumo. O 24 foi terrível! Vendo que eu já estava “macha”, arregalou suas purpurinas e ao invés de seguir em frente deu ré.  Hã! Agarrei aquele bambi pelas pernas e pinchei o danado longe.

A essa altura já ganhava  o respeito merecido. Começaram a pular tão depressa que perdi a conta. Num surto pularam dois,  oito, dez  e aí já não eram mais carneiros, eram bodes, cabritas e outros que não dava para eu ver.  Foi um estouro só. Quebraram até a cerca. De repente me vi pastoreando o rebanho. Já não aguentava mais. Os meus pés pesavam, o lombo ardia e os olhos só queriam descanso. Missão cumprida - pensei, já posso dormir como uma boa pastora. Que nada! Não foi que se desgarrou uma cabrita?!  Não falo? A gente usa desses artifícios de contar carneiros para dormir aí vêm essas coisas boicotar o sossego da gente.

– Que suma! – eu disse. - Sou mulher de dar trela pra cabrita?

Lembrei-me de quando eu ia ao catecismo e o padre falava alguma coisa sobre isso: de ovelha desgarrada- não de cabrita-, deve ser a tal metáfora.

 Larguei o rebanho e fui atrás da excomungada. Desci vales, subi montanhas, desbravei florestas e nada de encontrar a bicha. Ouvi um berrinho, ecoava como que me chamando: “venha cá, Rita!”   Era ela. Tinha certeza!  Precisava de um cavalo, pangaré ou asno que fosse. O sono me consumia, mas  fui valente. Já me sentia  nas nuvens quando gritei: “ - Meu sono por uma cabrita!!!”

 O delírio foi tanto que  não me dei conta de quantas vezes  gritei.  Só sei que a família toda levantou bufando. Expliquei que tentava pegar no sono,  uma cabrita se desgarrou e eu precisava devolvê-la ao rebanho.

Além de não acreditarem, ainda me acusaram de não deixa-los dormir com o meu ronco. Pode? Como ronquei se estava com insônia? Era o berro daquela cabrita do cão, isso prova a minha verdade.  Eu não ronquei!!

Cabrita desgarrada..., por causa dela perdi o sono de vez!  Ronco... Sou lá mulher de roncar??


sábado, 19 de abril de 2014

O olho do lobo



O olho do lobo
 é olho vermelho
 o lobo do olho
 é o seu espelho. 

 O vermelho do olho
 é o lobo inteiro
 quem julgou o seu fardo
 foi você primeiro. 

 Viva o seu lobo,
 deixe o rebanho,
 largue o seu cajado.
 Veja com o seu olho

 todo o vermelho
 que escorre,
 que escorre,
 que escorre em seu peito
 feito um não sei o quê.
 feito um não sei o quê. 

 O lóbulo do lobo
 é um olho ouvido
 o pelo do olho
 é um som comprimido.


 Mate o seu cordeiro
 pra poder viver.
 Viva o seu lobo,
 abra o seu olho,
 vê se vê você.

 Sinta-se inteiro
 nesse seu espelho.
 Abra o olho agora!
 Não fuja do lobo
 se ele o apavora.

 O lobo é você mesmo
 viva com ele
 nesse mundo afora. 

 O espelho do lobo
 é o seu reflexo
 seja verdadeiro
 deixe os complexos.  

  Rita Lavoyer

segunda-feira, 14 de abril de 2014

PÓ DO TEMPO


PÓ DO TEMPO

O tempo quis passar correndo,
mas enfiei a minha mão na poeira

rasgando a sua cortina.
Conforme ela corria,
ia formando um plissado de pó
no tempo parado
pela palma da minha mão.
No plissê pendurei o meu laço
e soltei a minha palma.
O pó caiu no chão,
o plissado ficou liso.
O laço voa no tempo
esperando que lhe puxe a fita.
O mundo girou parado
e tudo ficou no lugar do movimento.
Só eu fiquei fora dele.
O laço voava...
Caiu sobre a minha face
plissada pelo tempo.
A fita esfarelou-se, estava velha.
Nas minhas mãos virou pó.
Rita Lavoyer/2014
do livro "Partida"-2012

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O URUBU ROXO


O URUBU ROXO

A refeição estragada.
O urubu roxo pousa.
Os outros desdenham.
O urubu roxo festeja. 

A noção desinstruída.
Os outros pousam.
O urubu roxo relaxa.
Os outros festejam. 

A refeição putrefaz.
A noção atrofia.
A refeição prolifera.
A noção reage.
in Rita Lavoyer )

terça-feira, 8 de abril de 2014

AI, QUE DELÍCIA!

Ai, que delícia!
Hoje eu queria tanto sentar-me
embaixo de um pé- de- jabuticaba carregado,
colher as graúdas com os meus dedos sedentos
daquele caldo embutido nos carocinhos...
Hoje eu queria tanto  ouvir o “ploft”
daquela bolinha negra entre os meus dentes
e degustar o  suco explodido no céu da minha boca,
 inundando-o depois de eu morder-lhe  a casca todinha...
 
 
Hum... Que delícia...
Enquanto não  sento -me
embaixo de um pé- de -jabuticaba carregado...
... beijo!
Sssssnnsss!
 
Autoria- Rita Lavoyer

domingo, 6 de abril de 2014

Você sabe o que é EQM ? Parabéns, minha filha querida!

Minha filha Juliana completando 10 anos de vida


Há dez anos eu recebia uma graça enorme!  Não apenas pelo nascimento da minha filha Juliana, mas pelo fato de eu ter renascido após um parto complicado.  Foi um momento de escolha, que somente quem sabe o que é EQM (experiência quase morte)  pode entender a força que temos que fazer para compreendermos nossa passagem: ou vai ou volta! 
 
Eu não sabia exatamente o que eu queria, na dúvida São Pedro achou de se encrencar comigo  na porta do céu e me impediu de entrar no lugar que era meu por direito. Por direito sim, porque até aquela data  eu era uma pessoa extremamente boa. Aliás, boa demais.
 
Avisou-me : _ Pode até ser a sua hora, mas aqui você não entra!
 
Ô, doido!?  Se há dez anos eu não podia entrar no Paraiso, calcule agora então!
 
Pois bem, entre São Pedro e minha filha, meu filho  e meu esposo, preferi minha família. Melhor escolha que eu já fiz na minha vida.
 
Obrigada, minha filha, pela experiência maravilhosa pela qual você, através do seu nascimento, me proporcionou.
Minha filha, você é Divina!
 
Mamãe te ama de montão! 
Obrigada por existir na minha vida e me ensinar as coisas que você me ensina.
 
Deus a abençoe sempre
 
Felicidade todos os dias, razão do meu viver.
 
De sua mãe  Rita de Cássia Zuim Lavoyer




AH, SAUDADE!


NO MUNDO DO MAZZAROPI E MONTEIRO LOBATO

Nos dias 03,04 e 05 de abril tive a grande satisfação de viajar com uma galera pra lá de bacana: A família do colégio Fênix, onde tenho a honra de dizer que leciono Literatura para a turma do Ensino Médio.
 
Conhecemos o museu do Mazzaropi, em Taubaté. Fiquei impressionada com o maquinário que Amácio utilizava para produzir os seus filmes. Fiquei imaginando a dificuldade que o produtor artístico enfrentava para trazer, com perfeição, o seu trabalho para o público. Se hoje gravamos com uma maquininha que cabe na palma da mão, naquela época a filmadora tinha o tamanho de um cômodo grande. E como foi grande o produtor e diretor Mazzaropi. Estar nesse lugar, com os professores e aluno foi muito bom pra mim.
 
 
 

Aqui o grupo das irmãs ensinantes com quem dividi o carinho da companhia.

Não perdi a oportunidade de me sentar, apesar de proibido, na cama que fazia parte do cenário dos filmes do Mazzaropi.  Ao fundo , o próprio. Bati o maior papão com ele. kkk
 
 
 
Esses são os objetos que foram utilizados nas gravações dos filmes.


Aqui na fazenda - uma réplica do Sítio do Picapau-amarelo. Os cômodos foram criados obedecendo a descrição artística que Monteiro Lobato trazia em suas obras . Um lugar que entramos com vontade de ficar para sempre.
 
Eu e minha galera com a turma do Sítio do Picapau
Meus anjinhos  com Pedrinho, Dona Benta e Visconde de Sabugosa. E eu!
 
Rita Lavoyer, de pé-  com os alunos assistindo apresentação da  Emília e o Jeca Tatu.
 
Aqui no Museu Histórico Monteiro Lobato, casa onde Monteiro Lobato morou na infância. Uma residência enorme, cujos cômodos acomodam os móveis originais da época do escritor. Assistindo a uma apresentação com Emília e o Jeca Tatu. Momento de muito aprendizado.
Vivendo e trocando experiências para aprendermos o que a vida nos oferece.

Obrigada Colégio Fênix, professores e alunos pela oportunidade que me proporcionam de fazer parte dessa equipe.

Rita Lavoyer

quarta-feira, 2 de abril de 2014

PERDOEM-ME



PERDOEM-ME!

Não se aborreçam, meus caros, eu não sonhar os mesmos sonhos que vocês sonham.

Não sonhá-los, não significa que eu os despreze, pelo contrário:

 eu os respeito muito em vocês e os torço realizados por vocês e com vocês.

Usufruir de um sonho que não foi por mim sonhado, eu não o traria a conta de sonho,

uma vez impedindo que  esse sonho se realizasse por alguém e com alguém que já o vinha sonhando.   


Um dia, pelas suas grandezas, meus caros,  quem sabe  eu aprenderei  a sonhar os sonhos de vocês também,

 porque os sonhos de vocês,  realizados  em vocês e com vocês, deixarão a realidade bem mais bonita de ser vista.

Por enquanto, perdoem-me a ausência nos sonhos que são de vocês.

É que também tenho os que eu plantei em mim, suplicando-me há tempos florescerem,

 e eu os quero tão realizados quanto desejo que os de vocês floresçam em vocês.

Realização, para ser gostosa, tem que ter partido de um sonho maturado.

Que se realizem os seus, que se realizem os meus!

Felicidades e muito sucesso a nós, porque merecemos boas colheitas!

Quero aplaudi-los muito!

Rita Lavoyer – Araçatuba/ 2014