CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia O FILME;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto A CARTA;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O BEIJO DA SERPENTE;

2012 - 7ª colocado no concurso de blogs promovido pela Cia dos Blogueiros - Araçatuba-SP;

2014 - tEXTO selecionado pela UBE para ser publicado no Jornal O Escritor- edição 136 - 08/2014- A FLOR DE BRONZE //; 2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto LEITE QUENTE COM AÇÚCAR;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins, com o conto MARCAS INDELÉVEIS;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR, com o conto SOB A TERRA SECA DOS TEUS OLHOS;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba com o conto A ANTAGONISTA DO SUJEITO INDETERMINADO;

2016 - classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia, com o poema AS TUAS MÃOS.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras, com a crônica PLANETA MULHER;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia PERMITA-SE;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

2018 - 24ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - Menção honrosa na 4ª edição da Revista Inversos, maio/ com o tema Crianças da África - Poesia classificada BORBOLETAS AFRICANAS ;

2018 - 31ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - 5ª classificada no TOP 7, na 1ª semana de junho de microconto Escambau;

2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 3ª semana - VII de junho de microconto Escambau;

2019 - Classificada para antologia de suspense -segundo semestre - da Editora Jogo de Palavras, com o texto OLHO PARA O GATO ;

2019 - Menção honrosa no 32º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba-SP, com o conto REFLEXOS DO SILÊNCIO;

2020 - 29ª classificada no TOP 35, na 4ª semana - VIII de Prêmio Microconto Escambau;

2020 - Menção honrosa no 1º Concurso Internacional de Literatura Infantil da Revista Inversos, com o poema sobre bullying: SUPERE-SE;

2020 - Classificada no Concurso de Poesias Revista Tremembé, com o poema: QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;

2020 - 3ª Classificada no III Concurso de Contos de Lins-SP, com o conto DIÁLOGO ENTRE DUAS RAZÕES;

2020 - 2ª Classificada no Concurso de crônicas da Academia Mogicruzense de História Artes e Letras (AMHAL), com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA

CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS

  • 2021 - Selecionada para a 6ª edição da revista SerEsta - A VIDA E OBRA DE MANUEL BANDEIRA , com o texto INILUDÍVEL ;
  • 2021 Selecionada para a 7ª edição da revista SerEsta - A VIDA E A OBRA DE CECÍLIA MEIRELES com o texto MEU ROSTO, MINHA CARA;
  • 2021 - Classificada no 56º FEMUP - com a poesia PREPARO A POESIA;
  • 2021 - Classificada na 7ª ed. da Revista Ecos da Palavra, com o poema CUEIROS ;
  • 2021 - Classificada na 8ª ed. da Revista Ecos da palavra, cujo tema foi "O tempo e a saudade são na verdade um relógio". Poema classificado LIBERTE O TEMPO;
  • 2022 - Classificada no 1º Concurso Nacional de Marchinhas de Carnaval de Araçatuba, com as Marchinhas EU LEIO e PÉ DE PITOMBA;
  • 2022 - Menção honrosa na 8ª edição da Revista SerEsta, a vida e obra de Carlos Drummond de Andrade , com o texto DIABO DE SETE FACES;
  • 2022 - Classificada na 10ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema mulher e mãe, com o texto PLANETA MULHER;
  • 2022 - Classificada na 20ª ed. Revista Inversos, tema: A situação do afrodescendente no Brasil, com o texto PARA PAGAR O QUE NÃO DEVO;
  • 2022 - Classificada na 12ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema Café, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2022 - selecionada para 1ª antologia de Prosa Poética, pela Editora Persona, com o texto A FLOR DE BRONZE;
  • 2022 - Selecionada para 13ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema MAR, com o poema MAR EM BRAILLE;
  • 2022 - Classificada para 2ª edição da Revista Mar de Lá, com o tema Mar, com o poema MAR EM BRAILLE;
  • 2022 - Classificada para 3ª Ed. da Revista Mar de Lá com o microconto UM HOMEM BEM RESOLVIDO;
  • 2022- Classificada com menção honrosa no 34º Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O CORTEJO DA MARIA ROSA;
  • 2022- Classificada pela Editora Persona com o conto policial QUEM É A LETRA L;
  • 2022 - Classificada no Concurso da E-33 Editora, Série Verso e Prosa, Vol.2 Tema Vozes da Esperança, com o poema POR ONDE ANDAS, ESPERANÇA? ;
  • 2023 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema VENTO;
  • 2023 - Classificada para coletânea de poetas brasileiros pela Editora Persona, com o poema CUEIROS;
  • 2023- Selecionada na 23ª ed. da revista Literária Inversos com tema "Valores Femininos e a relevância do empoderamento e do respeito da mulher na sociedade contemporânea", com o poema ISSO É MULHER;
  • 2023 - Classificada no Concurso de Contos de Humor, Editora Persona, com o conto O PÃO QUE O QUINZIM AMASSOU;
  • 2023 - Classificada no Concurso de Poesias Metafísica do Eu, Editora Persona, com o poema QUERO OLHOS ;
  • 2023 - Selecionada pra a 11ª Edição da Revista SerEsta, A vida e obra de Paulo Leminsk, com o poema EL BIGODON DE CURITIBA ;
  • 2023 - Classificada no 1º concurso de poesia do Jornal Maria Quitéria- BA, com o tema " Mãe, um verso de amor", com o poema UM MINUTO DE SILÊNCIO À ESSAS MULHERES MÃES;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol. 4, tema Vozes da Solidão, editora E-33, com a crônica A MÃE;
  • 2023 - Selecionada para a 9ª ed. da Revista Mar de Lá, como poema O POETA E A AGULHA;
  • 2023 - Classificada no concurso de Prosa Poética , Editora Persona, com o texto QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.5, tema Vozes do Sertão, editora E-33, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.6, tema FÉ, Editora E-33, com o poema OUSADIA POÉTICA;
  • 2023 - CLASSIFICADA para a Antologia Embalos Literários, Editora Persona, com o conto SEM AVISAR;
  • 2023 - Classificada na 18ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema FLORES, com o poema O PODER DA ROSINHA;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.7, tema AMIZADE, Editora E-33, com o poema AMIZADE SINCERA;
  • 2023 - Classificada em 8ª posição no Prêmio Castro Alves, na 33ª ed. Concurso de Poesia com temática Espírita, com o poema SOLIDARIEDADE;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.8, Vozes da Liberdade, tema , Editora E-33, com o poema REVOADA;
  • 2023 - Classificada para a Antologia Desejos profundos - coletânea de textos eróticos , Editora Persona, com o poema AGASALHA-ME;
  • 2023 - Classificada para antologia Roteiros Adaptados 2023 - coletânea de textos baseados em filmes, Editora Persona, com o texto BARBIE, UMA BONECA UTILITÁRIA;
  • 2023 - PRIMEIRO LUGAR no Concurso , edital 003/2023 - Literatura - seleção de projetos inéditos, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba, com o livro infantojuvenil DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea Cronistas Contemporâneo, pela Editora Persona, com o texto A CONSTRUÇÃO DE UMA PERSONAGEM;
  • 2024 - Classificada para 19ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema A PASSARINHA;
  • 2024 - Classificada para a 13ª edição da Revista Mar de Lá, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea "Um samba no pé, uma caneta na mão", tema carnaval, pela Editora Persona, com o poema DEIXA A VIDA TE LEVAR;
  • 2024 - Selecionada para compor a coletânea "Revisitando o Passado", promovido pelo Projeto Apparere, com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros,2024, Editora Persona, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Antologia JOGOS DO AMOR, promovida pela Revista Conexão Literária, com o tema O jogo do amor, poema classificado: TENHO MEDO;
  • 2024- Selecionada para 20ª ed. da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema INFÂNCIA, com o poema DEBAIXO DE UMA LARANJEIRA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea SOB OSSOS E SERPENTES, da Tribus Editorial, com o conto, com 9.999 caracteres, O BEIJO DA SERPENTE,
  • 2024 - Selecionada para a 21ª Edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema REVOADAS;
  • 2024 - Selecionada para a Coletânea de poemas Intimistas Existencialistas, com o tema A Arte do Eu, promovido pela Editor Persona, com o poema GOTAS DA CHUVA ;
  • 2024 - Selecionada para compor a antologia NÓS , textos de autoria feminina pela SELO OFF FLIP, com a crônica MULHER, FONTE DA ÁGUA;
  • 2024 - Classificada na 27ª Edição do Concurso da Revista Literária Inversos, com o tema "Culinária Típica da Festa de São João", promovido pela Academia de Letras e Artes de Feira de Santana (ALAFS) e Academia Metropolitana de Letras e Artes, com o poema SEU ZEQUINHA NO SÃO JOÃO DO NORDESTE;
  • 2024 - Classificada no concurso Literário MEMÓRIAS DE AFETO, promovido pela Lítero Editorial, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2024 - Selecionada para compor a 22ª edição da Revista Ecos da Palavra , temática Animais, com o texto ORAÇÃO DOS BICHINHOS ;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Microconto-2024, promovido pela Editora Persona, com o microconto ROSTO;
  • 2024 - Selecionada para compor a coletânea A POESIA SUBIU O MORRO, promovido pela Editora A Arte da Palavra, com o poema PERMITA-SE;
  • 2024 - Classificada para compor a Edição 23 da Revista Ecos da Palavra, com o poema QUANDO EU SENTIR;
  • 2024 - 2º classificada no 35º Concurso Nacional de Contos cidade de Araçatuba, com o conto IN VINO VERITAS;
  • 2024 - Classificada para compor a Coletânea Contistas Contemporâneos, 2024 - Editora Persona, com o conto NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
  • 2025 - Classificada para compor a 25ª edição da Revista Ecos da Palavra, com o poema CONVITE;
  • 2024 - Cordéis classificados para compor a Antologia Povo, Cordel e Poesia, promovido pela Litero editorial, com os cordeis: SEJAMOS TODOS EMPÁTICOS; AMAR ANIMAIS É DOM; A IMPORTÂNCIA DA LEITURA; 2024 - Selecionada para publicação em coletânea Concurso de poesia Município de Campo Mourão - Biblioteca Egydio Martello - 2024, com a poesia CONVITE ;
  • 2025 - Classificada no Concurso Coletivo Fomento Literário ; tema Semente da Esperança, com o poema GERMINAIS;
  • 2025 - Classificada para compor a Coletânea de Poetas Contemporâneos, 2025, Editora Persona, com o poema ANJO DE VERDADE ; ,
  • 2025 - classificada na 26ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema Amizade e com o poema AMIZADE SINCERA;
  • 2025 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária SerEsta, sobre a vida e a obra de Casimiro de Abreu, com a prosa O MEU CORPO NÃO ESTÁ NA REDE;
  • 2025 - Classificada na Antologia MISTÉRIOS - contos e poemas, pela Revista Conexão Literatura, com o conto QUEM É A LETRA L;
  • 2025 - Classificada na 51ª Edição da Revista LiteraLivre com o poema SEM(HORA);
  • 2025 - Classificada no 1º Prêmio Proverbo de Literatura, com o poema (Entre) Versos e Razões;
  • 2025 -RECEBEU TROFÉU ODETTE COSTA NA CATEGORIA LITERATURA COM O LIVRO DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI
  • 2025 - Classificada para Revista Conexão Literatura , com o tema POEMAS SOBRE O TEMPO, Vol. VII, com o poema PÓ DO TEMPO ;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Barbante, Volume XIII – Núm. 99 – 08 de junho de 2025 , com a Crônica MÁQUINA PARA A POESIA;
  • 2025 - Selecionada para compor a Coletânea Enigmas Independentes, promovida pela Editora Independentes, como conto OS SEGREDOS DE CATARINA;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Barbante, Volume XIII – Núm. 100 – 15 de junho de 2025 - PARTE I DE II - Edição especial de número 100, com a crônica NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
  • 2025 - Selecionada para compor a edição n. 6 da Revista Animalista, com o cordel AMAR ANIMAIS É DOM;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Literária Epifania# 1, com o tema sentimentos: amor, tristeza, alegria, raiva, com o poema NA FOZ OU NO SONO;
  • 2025 - selecionada para compor a 52ª edição da Revista LiteraLivre, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2025 - Selecionada para compor a 28ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema CHUVA, , com o poema GOTAS DA CHUVA
  • 2025 - selecionada para compor a Antologia "A Força dos Versos", pela Editora Literária, com o poema OUSADIA POÉTICA;
  • 2025 - Selecionada para compor a 2ª edição Revista Alma: associação Literária de Mocossa Moçambique., com o poema A PASSARINHA;
  • 2025 - Classificada em 9º lugar no XXVI Concurso de Contos Alípio Mendes, promovido pela Academia Angrense de Letras e Artes, com o conto MATEUS, O MENINO DOS ANOS DE CHUMBO;
  • 2025 - Classificada para compor a 5ª edição, edição comemorativa de 1º aniversário da Revista Vinca Literária, somente para mulheres, com o poema QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;
  • 2025 - Selecionada para compor a 31ª edição da Revista Inversos, em homenagem ao dia das Crianças, com o poemeto CRIANÇA REAL;
  • 2025 - Selecionada para compor a 16ª ed. da Revista SerEsta, com o tema A vida e a obra de Carolina Maria de Jesus, com a crônica UMA ENTREVISTA COM CAROLINA MARIA DE JESUS;
  • 2025 - Selecionada para compor a antologia do XIV Concurso Literário de Presidente Prudente - CLIPP - com o poema VERSOS LIVRES,;
  • 2025 - 3º lugar na categoria mini poema, Nacional/internacional, do 14º Concurso Literário da Academia Madureirense de Letras 2025, com o mini poema PROSA, SABORES E MEMÓRIAS;
  • 2026 - Selecionada para compor a Antologia Prosa Poétioa, promovida pela Editora Persona, com a prosa MÁQUINA PARA A POESIA;
  • 2026 - 3ª classificada no concurso de fábulas promovido pela Editora Typus, com a fábula A MACACA E O LEÃO ;
  • 2024 - Selecionada para publicação em coletânea Concurso de poesia Município de Campo Mourão - Biblioteca Egydio Martello - 2024, com a poesia CONVITE ;
  • 2026 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros 2026, promovido pela Editora Persona, com o poema NONAS POESIAS;
  • 2026 - Selecionada para compor a Coletânea Poemas sobre a morte, promovida pela Editora Persona, com o poema O ENCONTRO ;
  • 2026 - Selecionada para compôr a 4ª edição da Revista Alma, de Mocosa-Moçambique, com o poema VERSOS LIVRES;

terça-feira, 19 de novembro de 2013

CAFÉ COM TAMPA E ARISTHEU ALVES - UM AMIGO E TANTO

 
CAFÉ COM TAMPA E ARISTHEU ALVES – UM AMIGO E TANTO
               
Hoje tive a alegria de receber a visita de um grande escritor e poeta araçatubense: Aristheu Alves.
Relatar  sua elegância preencheria  páginas e páginas, mas sabendo da sua discrição e educação, ele próprio dispensaria os elogios. Comecei a nossa conversa alterando o tom de voz. Da sacada do 3º andar eu já puxava o assunto com ele lá embaixo, na calçada. Ele, com seu cavalheirismo, acenava pra mim, aqui em cima, como dizendo: -  Fique quieta, escandalosa! 
Está certo! Fiquei quieta até ele abrir a porta do elevador. Eita, figura tranquila! Até o Sansão, o cachorrinho, disparou a correr pela sala e saltou-lhe no colo, como se fossem amigos de longa data, matando a saudade.
Passada a euforia do encontro e já colocado alguns assuntos no lugar, eu o convidei para continuarmos a prosa na cozinha, enquanto eu passava um café. Preparar um café para um amigo é a coisa mais gostosa que tem. Vale dizer que na minha casa não usamos garrafa térmica. O meu marido não toma café de garrafa térmica. Ele diz que somos nós que temos que esperar pelo café e não o café por nós. Nesses 26 anos de convivência acabei aprendendo que ele tem razão, enfim... Coloquei a água no fogo e a conversa rolando...
Ai... que café cheiroso é o meu! Ah, vale lembrar também que o pó do café é especial: a Cleuza vem entregar aqui na porta. Tá pensando o quê? Café para o meu marido tem que ser o que ele escolhe. Nesses 26 anos de convivência acabei aprendendo que ele tem razão, enfim... O café ficou pronto, adocei e o papo rolando, de repente...
O bule... aqui usamos bule – meu marido não toma café de garrafa térmica – a tampa vazou bule adentro. Coisa de doido! Nunca antes a tampa tinha atravessado o buraco da boca do bule. Caiu lá dentro e ficou nadando no café! Pode?
E fomos nós dois: Aristheu e eu, tentar arrancar a tampa de dentro do bule.  Aí veio minha mãe querendo auxiliar. Sem recurso: a tampa é maior que o buraco! Como vazou? Foi a cena mais engraçada que eu já vi em cima de um bule de café. Nós dois olhando dentro do bule. Muito engraçado, mas mais engraçado foi ele soltar a dele:
 - Ah, vamos tomar café com tampa mesmo.
Já tomei café com pão, com bolacha, com bolo, café com leite; mas café com tampa, foi a primeira vez.
Café com tampa é gostoso. O Aristheu tomou quase tudo. Conversa vai, conversa vem e dá-lhe café com tampa.
Aristheu, Deus te pague pela visita. Pela alegria que me proporcionou enquanto conversávamos tomando café com tampa.
Este poema é de autoria dele: Aristheu. Consta no seu livro “Versos da Solidão”, 2012
“Deus te pague”
Deus te pague pela bondade,
Também por toda a caridade
Que fazes sem olhar a quem.
Quando se destaca a virtude
De labutar pela saúde
Dos que na vida nada têm.
Deus te pague pelo carinho
Aos que vagam neste caminho
Desesperados a padecer.
Quando a dor sufoca e maltrata,
A fraqueza domina e mata
Os que labutam pr’a viver.
Deus te pague pelas lembranças,
Pelo amparo e amor às crianças
Na solidão desta orfandade.
Quando os desenganos são tantos,
A infância toda só de prantos
E a vida, amarga realidade.
Deus te pague a todo o momento
Quando acalmas o sofrimento
Desta pobre gente sofrida.
Deus te pague por estas rosas,
Pelas orações fervorosas
E a esperança de nova vida!
Aristheu, o bule está todo amassado, escangalhado. Mas eu arranquei a tampa de dentro dele!
Delícia de história mais bem tomada! Valeu a visita, amigo!
Rita Lavoyer

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SER LUZIA - Luzia Machado

Ser Luzia
“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

Ninguém cruza o nosso caminho por acaso. Afirma isso quem realmente sentiu a presença de alguém muito importante na sua vida. Importante no sentido de  registrar-se em um determinado período que o tempo não é capaz de apagar. 
Há folhas que nascem, desenvolvem-se, cada qual respeitando o seu ciclo, enfeitam as árvores, fortalecendo-as para suportarem o parto dos frutos,  até o tempo de um vento forte levá-las para juntarem-se ao outro grupo, o de adubação. Ali, no amontoado de tantas outras folhas levadas pelos ventos fortes, pelas tormentas, pelas tempestades... serão alimentos para a fome da terra. Todos, como as folhas, exercemos funções importantes no meio em que vivemos. Uns mais vistos que outros, mas... enfim, todos temos real importância dentro do espaço que ocupamos, negativa ou positiva.
Luzia tem real importância dentro do espaço que ocupa na minha vida, de um período que o tempo não conseguiu apagar.
Eu a conheci quando lecionamos em uma escola estadual. Eu me espelhava nela, nas aulas dela, nos trabalhos que ela desenvolvia. Eu era iniciante no magistério, ela experiente.  Aprendi com a professora Luzia, que o professor precisa ser respeitado. Quando tomou a iniciativa de registrar um boletim de ocorrência por não conseguir ministrar as suas aulas nas salas de aula, não deu outra. Espelhada na atitude dela, fiz o mesmo! Depois daí, nunca mais deixei de valorizar o trabalho de um professor, jamais!
Assisti com isso, um longo e difícil período da vida desta mulher, filha, irmã e, principalmente, mãe!
Mal saíamos da escola, tínhamos que voltar sei lá pra que... nem quero me lembrar!
Igualávamos nas nossas dificuldades, bem acentuadas “dificuldades financeiras”. Acrescentando a essa passagem, ela, a Luzia, ainda tinha a filha pequena, Isabela, que, quando não ficava com a avó para ela, Luzia, poder trabalhar, ficava sozinha.
Tomo a liberdade de citar aqui uma passagem que nunca mais saiu da minha memória, trago-a como recordação do sofrimento de mãe num desabafo:
“Mãe, você vai sempre me deixar sozinha? Não aguento mais comer miojo”
Contrariando a poesia da sua poetisa preferida, Cora Coralina que aqui atrevo-me citá-la:
“Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura. 
Cora Coralina
A voz da mãe, Luzia, embargou e eu senti a dor que ela expressava por ausentar-se da infância da sua filha, a única, para honrar a profissão que ela tão bem sabe exercer, com isso prover o sustento da família, pois fora  pai e mãe.
Luzia engoliu os versos a seco, mas escreveu a sua própria história com muita poesia.
Luzia, a mulher culta ultrapassou o limite da sua era. Venceu obstáculos e continua enfrentando outros. Mas mulher de raça, que eu sei que ela é, vencerá outros tantos.
Honrada por fazer parte do círculo de amigos que ela convidou para repartir a sua alegria, confraternizando-nos com a sua energia.
Deus é muito bom pra mim. Há 16 anos tenho a amizade da Luzia Machado, a mulher que cruzou o meu caminho, deixando marcas significativas e de muito valor.
Na minha, da sua família e na dos seus amigos você não será apenas folha passada, levada pelo tempo. Você é história.
Espero continuar fazendo parte dela e honrar essa benção.
Parabéns Luzia Machado pelos seus aniversários e obrigada por tudo.
Rita de Cássia Zuim Lavoyer

APOCALIPSE




“Apocalipse”  -
Este projeto é idealizado pelo escritor e poeta Carlos Marcos Faustino, que me proporcionou a honra de participar com este grupo seleto de poetas. Na verdade, a minha produção é a 6ª, nesta ordem, mas fui autorizada a publicá-la em primeiro plano.
 
O MEU APOCALIPSE

Não ando a procura do começo do fim
todavia, quanto mais caminho,
mais ele se afasta de mim.
Sigo a minha trajetória: - aquela que, desde o princípio,
apalpa o Verbo da vida e, sobre as circunstâncias
 advindas no percurso piso firme,
extraindo delas raios de Luz que
resplandecem, no fim de uma passagem,
os segredos Divinos.
Para aquele fim dirijo meus passos 
ao encontro das revelações
dentro das  quais sempre há o recomeço
que, por muitos fatos, também alcança o fim: passa!
Curvo-me, pois, a eles e sigo caminhante,
conforme a minha vontade,  até a última hora.
Autoria : Rita  Lavoyer - Araçatuba - SP

16/11/2013


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Apocalipse

O rio Eufrates está secando, os ventos solares assolam a Terra,
Poluem aos poucos quase todos os rios, os mares,
Bolas de fogo, incandescentes cortam o céu, muitos “avistamentos",
OVNIS  nos espreitam, governos constroem abrigos subterrâneos,
E tudo há de ser instantâneo,
O mal  em quase toda a humanidade impera,
Filhos contra pais, crianças abusadas, pedofilia,
A morte como abutre  ronda
Famílias se destroem, o dinheiro escraviza, quem detém o poder, extrapola,
Meteoros, tsunamis, vulcões, terremotos, tempestades,
A terra chora, final dos tempos, a humanidade está indo embora?
Carlos Marcos Faustino
21/10/2013- Segunda feira- 20h37m

 

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 “Simbolismos, profecias dos seguimentos cristãos,
abraâmicos, budistas ou de qualquer religião.
Em quaisquer filosofias, crenças da revelação;
Visões do final dos tempos, falsos profetas chegando,
pestes, fome e a heresia...Isso é só o fim começando.
Catástrofes, anomalias e o mundo em confusão;
Discórdias, pais contra filhos e nação contra nação.
Diante do trono branco virá o juízo final?
Quem afinal nos dará o ingresso pra salvação?”
Beto Acioli -Recife PE
25/10/2013

 

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"não espero do começo
O fim que tanto
Aguardo
Nem f
Nem i
Nem m
Tudo é consciente
Quando a consciência
Pertence a uma só mente
Quando temos
Uma mídia
Uma fonte
de  utopia
O fim não chega
Pois o dia
Nem começou
Pra que
O fim se suceda"
autor
Marcos Samuel Costa- Ponta das Pedras -PA
12/11/2013

 

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"O que finda
são os olhos
Nas escassas olhadas
de um eterno engano
que é embate
entre nós
ante as pupilas
a ver cores de ilusões
Devo continuar
nessa
descortinada caminhada
que sei só da partida
nada da chegada?
Grito ou  o momento
É de silêncios?
Me rendo já no embate
ou delato para o destino
as intempéries da realidade?
sem respostas
sigo adiante
com ilusão de caminhar"
Airton Souza -  Marabá- PA
12 de novembro de 2013

 

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 "Ciência, filosofia, religião.
tanto faz,
A destruição é real,
De modo sobrenatural,
por todos os lados ela virá,
segundo a fé,
nem a todos encontrará.
Apocalipse, Apocalipse,
todos devem anunciar,
fome, miséria, engano e catástrofes,
Os sinais estão aí,
de que algo  ou alguém mudará tudo;
Será a destruição de um mundo físico
e o começo de um outro  espiritual.
E se o apocalipse divide opiniões,
também dividirá corações,
pessoas.
Tudo vai mesmo acontecer?
se abrirmos os olhos,
veremos que já está acontecendo;
É preciso enaltecer a fé,
Deixar nascer
o acreditar, o saber,
saber que de fato o Apocalipse chegou.
Julio Tavares- Ponta das  Pedras - PA
16 de novembro de 2013

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sexta-feira, 15 de novembro de 2013

CANSEIRA GOSTOSA


Hoje eu me dei férias. Aliás, estava necessitada deste dia à toa. Há muito a minha casa rogava uma faxina! Corrigindo: casa, não: apartamento. Fui, pois, destemida!

Eu não sei por qual razão as convenções de condomínios não trazem em seu Artigo I, parágrafo único e irrevogável a menção: “é proibido fritar bife”. Ah, e tem mais: deveriam trazer o artigo II nas mesmas condições: “ Se for vizinho: é proibido fritar bife com alho”.

Na correria do dia a dia a limpeza acaba sendo superficial, apesar de ser pesada, com química violenta, mesmo assim a gordura impera. Hoje eu decidi: eu te mato sujeira!

Bati os olhos no relógio e soltei meu grito de largada: Força, Rita! Era meio-dia e investi contra minha inimiga. Na geladeira trabalhei com palha de aço, enquanto o cloro dissolvia o limo nos rejuntes dos azulejos das paredes. Arrastei o fogão e foi... sabe o calcanhar de Aquiles?  Pois bem, eu tenho o meu pé esquerdo. Quebrado duas vezes: a primeira  triturou o último metatarso, a segunda quebrou  no tornozelo. No carnaval fui assistir ao desfile com ele enfaixado porque caiu a mesa bem no meio dele, do pé esquerdo, hoje a porta do fogão inventou de desmoronar sobre ele. Bem feito, quem mandou  eu ter um pé esquerdo, o que é melhor: com calcanhar!

Foi aí mesmo que eu fiquei com raiva e mandei água no fogão. Subi na pia e lavei as janelas, mas antes liguei nos apartamentos debaixo solicitando que fechassem as deles. “Não pode lavar janelas, Rita! Você sabe, Rita! Não pode perturbar o vizinho!” Mas hoje podia, eu tinha que mandar a sujeira embora!

Vai daí que um filho tem que ir para casa de um amigo, a filha para o aniversário de outra. Botei o marido como motorista,  mandei enfiar o cachorro no carro e sumirem! E joguei água e o caldo escorria, cruzes! Só o cloro não basta, tem que esfregar, esfregar, esfregar... e o revestimento já mostrava brilho e o marido chegou reclamando, acho que estava com fome, afinal já passava das quatro horas e não podia entrar na cozinha. Se pediu alguma coisa nem ouvi, afinal a água faz barulho ensurdecedor quando escorre na parede. Para não se sentir desprezado começou a implicar “do” e não “com” o excesso de trabalho! Aí mesmo que eu joguei mais água! Já estava nadando na cozinha enquanto a casinha do Sansão boiava na enxurrada. Chuá, chuá!

De repente, bateu um negócio esquisito, achei que fosse fome. Preparei o prato cuja especialidade ninguém me supera: pão com manteiga! De repente o marido, da sala, começa a reclamar que sentiu cheiro de queimado, do pão né. – Vai querer? – eu gritei.

_ Não, eu quero pizza!

Pensando bem, acho que deveria ter um parágrafo nos contratos de casamento, apesar de eu não ter assinado um, nos seguintes termos: “proibido pizza no apartamento de esposa que não come pizza”.  Pronto! Não quer pão, faz regime! Hoje é dia de faxina.

Olhei no relógio: 20h25. Então eu me sentei. Olhei as minhas mãos e as vi deliciosamente em pleno bagaço. As unhas imundas estão no toco. As crianças chegaram, olharam admiradas reconhecendo uma cozinha nova, como a que eles conheciam há 2 anos.  Mas a minha canseira, hoje, foi saudável, diferente do excesso de leituras e escritas  para conclusão de  pesquisas !

Prometi a mim mesma, hoje, que todos os dias eu vou me cansar um pouco com a minha casa afinal, eu não sou dona de casa: EU SOU A DONA DA MINHA CASA  e o excesso de leituras, escritas  e pesquisas ACABOU!!!!!

Agora vou cuidar do meu pé esquerdo para depois curtir minha família: mãe, marido,  filhos e o Sansão que suportaram meu mau humor, meu estresse, meu silêncio, meu sumiço... durante 2 anos de leituras, escritas e pesquisas.

Próxima semana é outra história!
Rita Lavoyer


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

AMAR O FILHO DOS OUTROS

O garotinho Joaquim

AMAR O FILHO DOS OUTROS
Mãe, acha mesmo que um companheiro amará o seu filho mais do que você mesma?
Fico indignada com notícias sobre desaparecimento de crianças, ainda mais  de dentro da própria casa, como é o caso do menino Joaquim.
Quantos casos desses não foram noticiados e crianças perderam a vida por serem empecilhos no relacionamento do casal?
Mãe, acha mesmo que um companheiro amará o seu filho mais do que você mesma?
Quantas mães ajudaram no sumiço do próprio filho para manter ao seu lado o companheiro que não aceitava na casa o filho que não era dele?
Quem se esquece do caso Nardoni??
Mãe, acha mesmo que um companheiro amará o seu filho mais do que você mesma?
Cuidar dos nossos filhos não é tarefa fácil! Eles nos sugam, testando-nos  todos os instantes. Querem, pedem, fazem malcriações, insultam-nos e vamos contornando-nos dentro das adversidades que o nosso dia a dia nos proporciona, ensinando-os, mas aprendendo muito mais com os filhos quando conseguimos, juntos, resolver uma situação conflituosa.
Depois que retornamos ao nosso estado de equilíbrio o amor que sinto por eles vai aflorando, dando gosto e cor à minha vida. Minha respiração torna-se calma e eu preciso dizer-lhes que os amo.
Ainda, conhecendo a imensidão do meu amor por meus filhos, ele não alcança o tamanho do amor que o meu marido lhes tem. Fico impressionada todavia, segura por saber dele a firmeza necessária para conduzir um filho em formação.
Com relação aos nossos filhos, muitas vezes erramos por excesso de amor. Içami Tiba, o psiquiatra, diz que “quem ama educa”. Eu digo que : - quem ama em excesso deseduca na mesma proporção.
Embora  errando por amor, percebendo nossas falhas, ainda por amor vamos nos policiando: corrigindo-nos. São os nossos filhos; temos o dever de a eles darmos exemplos, orientando-os sobre o que é certo e errado para não prejudicarem nenhuma pessoa que cruzar seus caminhos.
Assim vamos nos esforçando. Educar filho é uma tarefa árdua, requer dedicação, por isso dá canseira.
Se os pais verdadeiros sentimos isso, imagine uma pessoa que não tem vínculo afetivo nenhum com uma criança com                 quem  mora, sob o mesmo teto, sendo filho de outro homem?
Mãe, acha mesmo que um companheiro amará o seu filho mais do que você mesma?
Mulher não é apenas mãe, e o ser mulher deve, sim, ser valorizado, mas muitas não estão pesando os prós e os contras quando da escolha de companheiros.
Mãe, acha mesmo que um companheiro amará o seu filho mais do que você mesma?
Sim, sei que há casos em que padrasto tornou-se o pai verdadeiro dos filhos da companheira, uma exceção que não devemos deixar de mencionar aqui. Mas, em se tratando do hedonismo dentro do qual  muitos machos e fêmeas vivem , submeter um filho à confiança de um dependente químico, que necessita de cocaína para se manter, vai mesmo respeitar a criança que é filho de outro homem?
Mãe, acha mesmo que um companheiro amará o seu filho mais do que você mesma?
Autoria Rita lavoyer

terça-feira, 5 de novembro de 2013

FÁBULAS DE LAVOYER – O Jabuti e a Cadela.

FÁBULAS DE LAVOYER – O Jabuti e a Cadela.

O Jabuti acomodava-se, tranquilamente, no buraco que cavara, para deixá-lo a seu modo. Diariamente, outra espécie passava por ali, defecava e partia, sem que a vissem. Certo dia, o Jabuti indagou-a:
 
– Cadela! Vá obrar num lugar que não seja público. Não vê que está poluindo o meu território? Isso é ilegal, sua imoral!
 
– Senhor, desde criança, minha mãe e meus irmãos, sempre defecamos aqui neste monte, onde os avós dela também defecavam, assistindo ao seu estado amorfo, que até formou uma verdadeira obra, servindo-lhe sombra no horário de sol a pino.
 
  – Delira, pensar que preciso da sua sujeira e dos seus para proporcionar-me sombra! Estou aqui, como prova de resistência, por direito conquistado. Sou catalogado e exemplo da preservação da minha espécie, que vive séculos, mas está em extinção por causa de racinha como a sua. Limpe o que sujou antes que eu chame o meu protetor e suje a sua ficha!
 
  – Quem lhe disse que está em extinção, criatura? O seu “protetor” é quem lhe traz alimentos especiais todos os dias, quem limpa o seu ambiente, conservando-o para que se sinta bem instalado e consiga viver mais de séculos? Do mais, o tempo passa correndo, transformando muitas coisas, por isso nos adiantamos com ele, ao contrário do senhor cuja inércia parece-lhe conveniente e nem sabe quem vem alimentá-lo! Não acha isso imoral?
 
– Ninguém vem aqui fazer o que diz! A minha espécie é limpa e não saio por aí fazendo porcarias a céu aberto. O lado de fora é continuação do meu terreno, incomoda-me vê-la usufruindo-o no seu estágio mais deprimente. Se a visse antes, certamente tomaria as minhas providências, Sujeitinha, deixe de complicar as coisas. Vá obrar em uma privada! Pegue suas fezes e suma daqui!
 
Dias se passaram sem que o Jabuti recebesse alimentos. O seu território estava imundo. Com as tormentas do tempo a obra de cocô desmoronou e não havia mais sombra sobre ele. Passando por ali, a Cadela o viu ainda mais enrugado e muito deprimido.
 
– Senhora, há tempos não a vejo. Obra em outro lugar? Por acaso sabe do meu tratador, você o conhecia?
 
– Só tinha uma e foi promovida. Agora administro este patrimônio e vou consertar o que vejo de errado. Derrubarei o seu cercado, rompendo os limites que estabeleceram para o senhor. Eu o liberto do incidente deste cativeiro, dando-lhe a oportunidade de encontrar-se com os seus; se ainda conseguir: procriar e conquistar novos direitos, inclusive alimento. Prepararei este terreno para as obras da nova geração.
 
  – Promovida sob quais critérios? Travestiu-se de espírito revolucionário e deixou-se corromper? Seus consertos poderão chocar-se com ideais de outros bichos, que lutaram para conseguir o seu patrimônio, despertando-lhes a ira. Acha ético ultrapassar seus limites para estabelecer-se? Eu a odiarei se derrubar o meu cercado!
 
– Na condição de ser liberto, ódio o ajudará no seu desenvolvimento, dependendo das circunstâncias, para preservar a sua vida, um salto alto quando não puder se desviar das “obradas” do destino, esparramadas por aí.
 
– A ilegalidade não pode ser instrumento da sua administração. Está violando os meus direitos! Eu vou protestar, Cadela!
 
– Com razão, Jabuti! Olhe ao seu redor, quanta imoralidade sua eu deixei de limpar. Moralize-o! Pegue os seus cocôs. Quanto mais esperto for, mais cedo usufruirá dos seus novos direitos, inclusive o de obrar: seja na esfera pública ou privada. Corra, Jabuti, antes que novas espécies o atropelem.

    Autoria – Rita Lavoyer

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MEUS QUERIDOS: AVÔ E PAI.

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Sempre digo que só morre a pessoa que deixa de existir dentro do coração que um dia o abrigou. Não matei ninguém que entrou no meu coração. Entrou, ainda permanece.
Não somente hoje, dia de Todos os Santos, nem somente amanhã: Finados, lembro-me dos santos e dos meus queridos desencarnados.
Tenho fé em muitos santos, sim! Tenho fé nos meus amados que estão do outro lado da eternidade.  A eles eu agradeço pelo tudo que sou, que tenho, que luto, que almejo, que conquisto, que sofro, que reconquisto e pelo que desisto...
Agradeço sempre, porque sou privilegiada por ter as minhas famílias: materna -  Baraldi  e paterna - Zuim.  Sou uma fração dessas árvores genealógicas.   Não são as melhores famílias do mundo, mas são as minhas famílias e dentro das minhas veias há a mistura desses sangues.
Com o meu avô paterno tive pouco contato, acho que  três ou quatro vezes durante a minha vida: o conheci pouco. O meu pai era farmacêutico, o melhor da cidade de Auriflama, numa época em que médico existia somente em São José do Rio Preto. Quem conseguia pagar carro chegava lá. Pelo conhecimento farmacêutico que o meu pai tinha, conseguiu salvar muitas vidas. Quem não conhecia o Tuim em Auriflama!?
  O meu avô materno: o Dinho -  era sábio, simples, trabalhador rural, puxador de enxada, furador de poço e honesto além do limite. Adorava o campo, adorava a roça, adorava pescar, adorava os netos e era torcedor de carteirinha desta neta, por acaso: eu! Morávamos na mesma casa de tábua de chão batido. Dia de chuva, para os meus irmãos e pra mim, era diversão: distribuir as panelas no chão e sobre a cama, para nos proteger das goteiras. Chovia mais dentro de casa do que fora! Daqui a minha adoração por chuvas e trovões.
Por mim, meu avô torcia e rezava na mesma proporção, tinha uma preocupação especial, simples assim: era por mim! As conquistas dos seus netos:  as nossas vitórias, eram motivos de festas pra ele. Minha avó também, a Dinha, apesar de durona, sempre torceu por nós. Queria ver os netos estudados, empregados e realizados. Sempre nos ensinou que conquistas devem ser feitas com honestidade, trabalhando, sem pegar nada de ninguém - ensinamentos sempre reforçados por minha mãe, uma lavadeira de roupa de pouquíssimo estudo, mas sábia, muito sábia.
Seguindo ensinamentos sábios, nós: meus irmãos e eu, fomos ralando na vida, trabalhando sempre e estudando também, seguindo os exemplos dos que tratavam de nós, educando-nos,  porque preguiça  não faz parte dos sangues das minhas famílias. Do meu marido também não!
Sempre que eu estou no nosso rancho, com a minha família,naquela paz e sossego que o ambiente oferece, eu dialogo com o meu avô, com o meu pai... Eles, cada um com a sua sabedoria, tenho certeza, ficam felizes por nos ver crescendo: consequência das suas orientações. Na cidade nós também dialogamos. Lá, porém, a atmosfera é outra.
Não preciso dizer o quanto eu os agradeço, todos os dias. Sei que eu os decepciono também afinal... sempre lhes peço desculpas.
         Esses meus queridos não morrerão jamais! Obrigada meu pai, Obrigada meu avô, por me permitirem ser parte de vocês.