Contos, minicontos, crônicas, poesias, nonsenses e outros assuntos que agradam e perturbam na mesma proporção, sempre ao meu estilo.
CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS
PREMIAÇÕES LITERÁRIAS
2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia O FILME;
2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto A CARTA;
2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O BEIJO DA SERPENTE;
2012 - 7ª colocado no concurso de blogs promovido pela Cia dos Blogueiros - Araçatuba-SP;
2014 - tEXTO selecionado pela UBE para ser publicado no Jornal O Escritor- edição 136 - 08/2014- A FLOR DE BRONZE //; 2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto LEITE QUENTE COM AÇÚCAR;
2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins, com o conto MARCAS INDELÉVEIS;
2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR, com o conto SOB A TERRA SECA DOS TEUS OLHOS;
2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;
2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba com o conto A ANTAGONISTA DO SUJEITO INDETERMINADO;
2016 - classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia, com o poema AS TUAS MÃOS.
2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras, com a crônica PLANETA MULHER;
2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura
2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura
2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;
2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.
2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;
2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;
2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia PERMITA-SE;
2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;
2018 - 24ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de janeiro de microconto Escambau;
2018 - Menção honrosa na 4ª edição da Revista Inversos, maio/ com o tema Crianças da África - Poesia classificada BORBOLETAS AFRICANAS ;
2018 - 31ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;
2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;
2018 - 5ª classificada no TOP 7, na 1ª semana de junho de microconto Escambau;
2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 3ª semana - VII de junho de microconto Escambau;
2019 - Classificada para antologia de suspense -segundo semestre - da Editora Jogo de Palavras, com o texto OLHO PARA O GATO ;
2019 - Menção honrosa no 32º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba-SP, com o conto REFLEXOS DO SILÊNCIO;
2020 - 29ª classificada no TOP 35, na 4ª semana - VIII de Prêmio Microconto Escambau;
2020 - Menção honrosa no 1º Concurso Internacional de Literatura Infantil da Revista Inversos, com o poema sobre bullying: SUPERE-SE;
2020 - Classificada no Concurso de Poesias Revista Tremembé, com o poema: QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;
2020 - 3ª Classificada no III Concurso de Contos de Lins-SP, com o conto DIÁLOGO ENTRE DUAS RAZÕES;
2020 - 2ª Classificada no Concurso de crônicas da Academia Mogicruzense de História Artes e Letras (AMHAL), com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA
CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS
- 2021 - Selecionada para a 6ª edição da revista SerEsta - A VIDA E OBRA DE MANUEL BANDEIRA , com o texto INILUDÍVEL ;
- 2021 Selecionada para a 7ª edição da revista SerEsta - A VIDA E A OBRA DE CECÍLIA MEIRELES com o texto MEU ROSTO, MINHA CARA;
- 2021 - Classificada no 56º FEMUP - com a poesia PREPARO A POESIA;
- 2021 - Classificada na 7ª ed. da Revista Ecos da Palavra, com o poema CUEIROS ;
- 2021 - Classificada na 8ª ed. da Revista Ecos da palavra, cujo tema foi "O tempo e a saudade são na verdade um relógio". Poema classificado LIBERTE O TEMPO;
- 2022 - Classificada no 1º Concurso Nacional de Marchinhas de Carnaval de Araçatuba, com as Marchinhas EU LEIO e PÉ DE PITOMBA;
- 2022 - Menção honrosa na 8ª edição da Revista SerEsta, a vida e obra de Carlos Drummond de Andrade , com o texto DIABO DE SETE FACES;
- 2022 - Classificada na 10ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema mulher e mãe, com o texto PLANETA MULHER;
- 2022 - Classificada na 20ª ed. Revista Inversos, tema: A situação do afrodescendente no Brasil, com o texto PARA PAGAR O QUE NÃO DEVO;
- 2022 - Classificada na 12ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema Café, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
- 2022 - selecionada para 1ª antologia de Prosa Poética, pela Editora Persona, com o texto A FLOR DE BRONZE;
- 2022 - Selecionada para 13ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema MAR, com o poema MAR EM BRAILLE;
- 2022 - Classificada para 2ª edição da Revista Mar de Lá, com o tema Mar, com o poema MAR EM BRAILLE;
- 2022 - Classificada para 3ª Ed. da Revista Mar de Lá com o microconto UM HOMEM BEM RESOLVIDO;
- 2022- Classificada com menção honrosa no 34º Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O CORTEJO DA MARIA ROSA;
- 2022- Classificada pela Editora Persona com o conto policial QUEM É A LETRA L;
- 2022 - Classificada no Concurso da E-33 Editora, Série Verso e Prosa, Vol.2 Tema Vozes da Esperança, com o poema POR ONDE ANDAS, ESPERANÇA? ;
- 2023 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema VENTO;
- 2023 - Classificada para coletânea de poetas brasileiros pela Editora Persona, com o poema CUEIROS;
- 2023- Selecionada na 23ª ed. da revista Literária Inversos com tema "Valores Femininos e a relevância do empoderamento e do respeito da mulher na sociedade contemporânea", com o poema ISSO É MULHER;
- 2023 - Classificada no Concurso de Contos de Humor, Editora Persona, com o conto O PÃO QUE O QUINZIM AMASSOU;
- 2023 - Classificada no Concurso de Poesias Metafísica do Eu, Editora Persona, com o poema QUERO OLHOS ;
- 2023 - Selecionada pra a 11ª Edição da Revista SerEsta, A vida e obra de Paulo Leminsk, com o poema EL BIGODON DE CURITIBA ;
- 2023 - Classificada no 1º concurso de poesia do Jornal Maria Quitéria- BA, com o tema " Mãe, um verso de amor", com o poema UM MINUTO DE SILÊNCIO À ESSAS MULHERES MÃES;
- 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol. 4, tema Vozes da Solidão, editora E-33, com a crônica A MÃE;
- 2023 - Selecionada para a 9ª ed. da Revista Mar de Lá, como poema O POETA E A AGULHA;
- 2023 - Classificada no concurso de Prosa Poética , Editora Persona, com o texto QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO;
- 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.5, tema Vozes do Sertão, editora E-33, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
- 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.6, tema FÉ, Editora E-33, com o poema OUSADIA POÉTICA;
- 2023 - CLASSIFICADA para a Antologia Embalos Literários, Editora Persona, com o conto SEM AVISAR;
- 2023 - Classificada na 18ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema FLORES, com o poema O PODER DA ROSINHA;
- 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.7, tema AMIZADE, Editora E-33, com o poema AMIZADE SINCERA;
- 2023 - Classificada em 8ª posição no Prêmio Castro Alves, na 33ª ed. Concurso de Poesia com temática Espírita, com o poema SOLIDARIEDADE;
- 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.8, Vozes da Liberdade, tema , Editora E-33, com o poema REVOADA;
- 2023 - Classificada para a Antologia Desejos profundos - coletânea de textos eróticos , Editora Persona, com o poema AGASALHA-ME;
- 2023 - Classificada para antologia Roteiros Adaptados 2023 - coletânea de textos baseados em filmes, Editora Persona, com o texto BARBIE, UMA BONECA UTILITÁRIA;
- 2023 - PRIMEIRO LUGAR no Concurso , edital 003/2023 - Literatura - seleção de projetos inéditos, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba, com o livro infantojuvenil DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI;
- 2024 - Selecionada para compor a Coletânea Cronistas Contemporâneo, pela Editora Persona, com o texto A CONSTRUÇÃO DE UMA PERSONAGEM;
- 2024 - Classificada para 19ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema A PASSARINHA;
- 2024 - Classificada para a 13ª edição da Revista Mar de Lá, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
- 2024 - Selecionada para compor a Coletânea "Um samba no pé, uma caneta na mão", tema carnaval, pela Editora Persona, com o poema DEIXA A VIDA TE LEVAR;
- 2024 - Selecionada para compor a coletânea "Revisitando o Passado", promovido pelo Projeto Apparere, com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA;
- 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros,2024, Editora Persona, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
- 2024 - Selecionada para compor a Antologia JOGOS DO AMOR, promovida pela Revista Conexão Literária, com o tema O jogo do amor, poema classificado: TENHO MEDO;
- 2024- Selecionada para 20ª ed. da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema INFÂNCIA, com o poema DEBAIXO DE UMA LARANJEIRA;
- 2024 - Selecionada para compor a Coletânea SOB OSSOS E SERPENTES, da Tribus Editorial, com o conto, com 9.999 caracteres, O BEIJO DA SERPENTE,
- 2024 - Selecionada para a 21ª Edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema REVOADAS;
- 2024 - Selecionada para a Coletânea de poemas Intimistas Existencialistas, com o tema A Arte do Eu, promovido pela Editor Persona, com o poema GOTAS DA CHUVA ;
- 2024 - Selecionada para compor a antologia NÓS , textos de autoria feminina pela SELO OFF FLIP, com a crônica MULHER, FONTE DA ÁGUA;
- 2024 - Classificada na 27ª Edição do Concurso da Revista Literária Inversos, com o tema "Culinária Típica da Festa de São João", promovido pela Academia de Letras e Artes de Feira de Santana (ALAFS) e Academia Metropolitana de Letras e Artes, com o poema SEU ZEQUINHA NO SÃO JOÃO DO NORDESTE;
- 2024 - Classificada no concurso Literário MEMÓRIAS DE AFETO, promovido pela Lítero Editorial, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
- 2024 - Selecionada para compor a 22ª edição da Revista Ecos da Palavra , temática Animais, com o texto ORAÇÃO DOS BICHINHOS ;
- 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Microconto-2024, promovido pela Editora Persona, com o microconto ROSTO;
- 2024 - Selecionada para compor a coletânea A POESIA SUBIU O MORRO, promovido pela Editora A Arte da Palavra, com o poema PERMITA-SE;
- 2024 - Classificada para compor a Edição 23 da Revista Ecos da Palavra, com o poema QUANDO EU SENTIR;
- 2024 - 2º classificada no 35º Concurso Nacional de Contos cidade de Araçatuba, com o conto IN VINO VERITAS;
- 2024 - Classificada para compor a Coletânea Contistas Contemporâneos, 2024 - Editora Persona, com o conto NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
- 2024 - Cordéis classificados para compor a Antologia Povo, Cordel e Poesia, promovido pela Litero editorial, com os cordeis: SEJAMOS TODOS EMPÁTICOS; AMAR ANIMAIS É DOM; A IMPORTÂNCIA DA LEITURA;
- 2025 - Classificada para compor a 25ª edição da Revista Ecos da Palavra, com o poema CONVITE;
- 2025 - Classificada no Concurso Coletivo Fomento Literário ; tema Semente da Esperança, com o poema GERMINAIS;
- 2025 - Classificada para compor a Coletânea de Poetas Contemporâneos, 2025, Editora Persona, com o poema ANJO DE VERDADE ; ,
sexta-feira, 30 de março de 2012
MORTO PELA CRUZ DE CRISTO
quinta-feira, 29 de março de 2012
ESTRANHOS ÍNTIMOS
Era íntimo aquele comportamento estranho que um tinha pelo outro.
Estranharem-se se tornou rotina entre ambos, tão estranho um para o outro era.
Já era familiar tamanha estranheza sem saberem dela a causa, mas reuniam os efeitos para se estranharem cada vez mais.
Um disse: Eu nem sei por que!
Outro disse: Eu nem sei por que!
Inventaram um não gostar e passaram a gostar do não gostar. Gostando-se cada vez mais daquela intimidade estranha que um proporcionava ao outro. Gostavam-se sem saber o porquê. Muito estranha essa estranheza entranhável.
Já aceitavam o estranho e sentiam a falta dele quando estranhamentos não havia no íntimo daqueles íntimos.
Queriam se estranhar. Precisavam se estranhar até que um no outro agredisse o ponto mais íntimo desses intimistas.
Provocaram atracarem-se e foram.
Passaram um pelo outro, mas não se olharam. Calados, cada um seguiu o seu rumo, matando-se intimamente, para que cada um daquele estranho crescesse seguro no íntimo um do outro.
Rita Lavoyer é Membro da Cia dos blogueiros
quarta-feira, 28 de março de 2012
OS FANTOCHES DIVINOS
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terça-feira, 20 de março de 2012
A CONSTRUÇÃO DE UMA PERSONAGEM
Rita Lavoyer
Recorri ao mestre, excelência em Literatura, para amparar-me na minha construção.
Com o seu jeito peculiar de quem nasceu para o ofício, disse-me tudo silenciosamente:
"Há muito que consertar".
Consertei dentro do meu alcance.
São professores dessa estirpe que nos honram com o desejo de sermos eternos alunos.
Foi e continuará, apesar de já ser doutor, sendo o meu mestre.
Obrigada professor! Rita de Cássia.
domingo, 18 de março de 2012
TARDE LITERÁRIA
Ontem, 17/03, tive a oportunidade de assistir a um ‘espetáculo’ na Biblioteca Municipal e Araçatuba. Raramente faço isso porque o meu tempo na escola não me permite muitas saídas nos finais de semana. Pois ontem fui lá conferir do que se tratava essa MISS CULTURA.
Os escritores Fabrício Carpinejar e Marcelo Carneiro da Cunha leram textos literários de escritores renomados. Textos de qualidade escolhidos pelos escritores, que traziam como tema “vizinhos”.
As leituras... bem...
Coloque uma candidata linda de viver para ser julgada, mas retire dela o brilho próprio para ver se ela consegue desfilar em alguma passarela.
Pois não foi que o Marcelo conseguiu retirar dos meus olhos o brilho das candidatas dele?
As mãos do Marcelo leitor preocupavam-se em manter seguros as cópias dos textos e o microfone ao mesmo tempo, não colocando emoção alguma na leitura daquela produção literária escolhida por ele e inscrita a candidata a miss qualquer coisa.
Que pecado! Eu ruminava lá de trás enquanto nem conseguia ouvir o Marcelo. Pus-me de pé para tentar melhorar a minha audição, evitando cometer calúnias no meu julgamento. Não teve como melhorar nada! Continuei julgando: que pecado!
Enquanto eu vivia, porque eu entrei dentro das produções literárias lidas a contento da arte por Fabrício Carpinejar, enquanto eu vivia a vida dada àquelas misses escolhidas por ele, fervilhava a minha cabeça o pensamento do quanto nós podemos prejudicar uma arte quando temos a intenção de protegê-la.
Já li de escritores bons que a poesia não pode ser declamada, ela deve ser lida. Tudo bem, desde que a leitura não a mate. Isso também serve para uma crônica ou um conto.
Eu, heim! Por isso que eu fico calada!
O meu voto para Miss Cultura foi para “Samambaia, de Mário Prata” apresentada pelo Fabrício.
Uma samambaia viva eternamente, mas que estaria sequinha no xaxim se o Marcelo a escolhesse para defendê-la, minha opinião.
Também não gostei do fato de os dois escritores convidados ironizarem tratar-se Paulo Coelho, o escritor, araçatubense. Que mal há em Paulo Coelho ser araçatubense? Ele não é, mas se fosse eu teria a maior honra de dizer a todos que ele é o “Meu Vizinho”, se fosse.
Não sou leitora de Paulo Coelho porque o meu tempo não permite, e o pouco dinheiro que eu tenho, quando compro livros, são para as minhas pesquisas.
Não acredito que Paulo Coelho denigra a imagem de alguém publicamente, que seus trabalhos favoreçam o prejuízo moral de qualquer cidadão.
Um escritor que se julga entender de literatura, estar inserido nela, começar ironizar Paulo Coelho (por não ser literário?) não o coloca, na minha opinião, melhor do que nenhum outro escritor, ainda que este tenha sido o inventor das regras onde as palavras devam ser aplicadas. Respeitar as regras de cada um é questão de cultura também.
Mas essa Rita é o cão da intransigência, poderão criticar a minha crítica.
Já que vamos criticar, vou derreter aqui a minha observação sobre a vantagem de ter ido assistir ao Miss Cultura. O julgamento, a eleição dos textos.
Como foi bom delegar ao povo, tão somente o povo, o poder de escolher o melhor ao seu gosto. O melhor dentro da visão de um colegiado multicor. Ali tinha araçatubenses de todos os jeitos e idades, com cultura de todos os tipos e valores. Então eu me perguntei diante daquela grandeza que eu via na plateia: Para que seve um Concurso de contos Cidade de Araçatuba, se ele atinge uma minoria de cidadãos da cidade?
Fiquei pensando,- lógico o mal da Rita tem sido isso ultimamente-: Será que só estão aptos para julgar literatura quem lida com ela? Cadê a população em massa sendo beneficiada pelo Concurso de contos Cidade de Araçatuba? Não é “da cidade de Araçatuba”?
Deixe os araçatubenses julgarem. Já pensou que honra ter o seu conto julgado e sido classificado pela população da cidade toda de Araçatuba? Esta miscigenada e não apenas por meia dúzia de professores/escritores, dos quais eu não tiro os créditos para exercerem a função de classificar e julgar os contos, mas não acho que somente eles podem fazer isso.
Leitura em demasia cansa, tendo pouco tempo para entregar o resulado piora mais ainda. Os julgadores são seres humanos, têm os seus limites físicos. São muitos contos para poucos analisarem julgando-os.
Já pensou, senhor secretário, quantos escritores não poderão sair desse colegiado de julgadores? Não seria mais do que bom esse concurso para todos?
Senhor Secretário da Cultura de Araçatuba, Hélio Consolaro, encha aquela Biblioteca Municipal de araçatubenses voluntários e distribua a eles os contos inscritos no Concurso de Contos Cidade de Araçatuba.
Dê, senhor secretário da Cultura Hélio Consolaro, à Literatura Universal o direito de atingir a Cultura de Araçatuba. Permita o Concurso de Contos da cidade de Araçatuba ser de fato para os araçatubenses de todas as raças, credos, costumes e graus de instrução. Isso não é inédito?
Como candidata que sou, seria uma vitoria pra mim ter um conto meu nas mãos do povo da minha cidade, ainda que em pseudônimo.
Convide a população, vá às universidades, às igrejas, às indústrias e comércios. Já pensou que alegria para um interno da Fundação Casa fazer isso, ou um internado da Santa Casa colaborando, dando a sua parte de alegria ao Concurso de Contos Cidade de Araçatuba?
Por favor, senhor secretário, dê à população esse crédito, essa honra de ser acreditada pela Cultura. Num sábado inteiro, todos os contos inscritos estarão sendo honrados, pois estão sendo lidos por muitos araçatubenses de todos os gostos, julgados e classificados pelo povo, inclusive pelos que atuam como julgadores desta Secretaria de Cultura, misture. Duas honras para a população.
Pense nisso. Claro que há de se estabelecer regras para o grande número de voluntariado que aparecerá, tenho certeza.
Voltando ao Miss Cultura, foi bom demais eu ter ido lá e ter saído com uma análise positiva do que vi.
Há certas coisas para as quais não estamos obrigados, uma delas é não ter que comprar um livro do Paulo, outra é não ter que ouvir coisas que não queremos e outra é não deixar morrer uma ideia.
Espero continuar pensando. Amèm!
Rita Lavoyer
quinta-feira, 8 de março de 2012
A MULHER ENTRE O BOM E O RUIM
As coisas para as mulheres não são tão fáceis como deveriam ser. Quando é virgem, a primeira vez nunca se esquece, quando é bem velhinha, a última também não, dizem. A mulher casa e chora porque não engravida, se engravida chora também de tanto que passa mal, muitas vão até parar no hospital.
Coisa mais linda é uma mulher amamentando. Verdade, desde que os bicos dos peitos não sangrem. Há bicos de peitos que chegam até cair. Isso é o progresso, sem os bicos os peitos viram boca de copo e a molecada já aprende a se virar, ou melhor, virar o gole.
Pernas lisinhas de mulher são as coisas mais bela de serem vistas. Aquela cera quente na pele da gente é a redenção dos pecados. Quando passa na virilha então, a gente fica em ponto de bala. Respira fundo e puxa... Sei que tem a depilação definitiva. Coisa mais chique que já inventaram para as mulheres não precisarem se depilar.
Você, mulher, que é da minha época, tenho 45, deve se lembrar muito bem daquele revolver com que nos aplicavam vacinas nas escolas. Pois então, a depilação definitiva começou com um aparelho desse tipo. Uma moça me segurava e outra aplicava o revolver. Era pra matar e quando iam fazer no buço eu gritei : “Me deixe bigoduda, pelo amor de Deus”. É ruim mais é bom, elimina os pelos. Lembre-se de que para as sobrancelhas há um anestésico, parei de sofrer!
Amiga, não se descuide, tem que se prevenir, mas só entre nós duas: quem inventou aquele aparelho de mamografia é o verdadeiro cão. Botam os peitos da gente dentro daquela bandeja e viram a morsa. Apertam os coitados a ponto de virarem folha de papel. Só mulher para aguentar. No próximo exame a moça daquele laboratório vai precisar do auxílio de uma pá, se aquele aparelho não se moralizar os meus peitos não passam mais por ele. Desaforo! É ruim mais é necessário. Exame ginecológico então é a coisa mais linda. Ainda bem que a mulher não tem próstata, senão ia sofrer duas vezes. É ruim, mas é engraçado.
Quando é moça não gosta de menstruar, é ruim, mas é bom. Quando é casada quer a menstruação frequentemente, é bom, mas é ruim.
Na menopausa chora de saudade da moça que fora, isso é ruim, ruim. Na melhor idade, superada as fases difíceis, vira aposentada e aplica o dinheiro em remédios. Oh, castigo!
Já conquistada a liberdade dos filhos, vai à casa deles para visitá-los os companheiros fazem cara feia.
Se está no ponto de ônibus o motorista torce o nariz, porque a demora pra subir vai fazê-lo se atrasar para o próximo ponto. Está pensando que isso é ruim? É nada, é ótimo! Estou relatando a vida de uma mulher velha e pobre, porém feliz porque se vira sozinha, cansada, à noite, deita e dorme.
Algumas mulheres, velhas e ricas, vivem de carro pra cima e pra baixo, não são felizes porque não dormem tranquilas, pensam que vão matá-las asfixiadas para ficarem com a grana delas.
Está vendo? Nem tudo o que aparenta ser ruim ou bom é de verdade. Depois do sofrimento alguns resultados são satisfatórios. Esse texto, por exemplo, que você o julgou ser ruim, de fato foi, não foi? Está vendo, há casos em que as regras são tão evidentes quanto as exceções. Mas se o achou ruim mesmo, no duro, está bom também!
Publicado em 19/03/2009
RITA LAVOYER
quarta-feira, 7 de março de 2012
O CIRCO NO PALCO DA PROSTITUTA
Quem é que vai querer acreditar
Que Templo Sagrado perde o seu altar
Quando as portas se abrem
Para a luz da ilusão.
Veja só!
Fazem sarcasmo diante do sacrário
Para atingirem o acme num ato insublime.
Há de me entender se eu aqui chorar
Por ver a natureza, num ato insano,
Se arruinando...
Ah, o Templo de Mulher
Ninguém pode violar
É lugar sagrado para a entrada do amor
Entre os parceiros deve haver o compromisso
De comungarem os mesmos ideais
E, completando um ao outro
Nesses atos de carinhos,
O Templo da Mulher será todo altar
Para ambos os amantes se tornarem
Pão e vinho.
Veja só!
Violação da comunhão com o amor
Sugam o líquido do santo castiçal
Depositando nele a cera fria
De uma vela sexual.
Veja só!
Essa história não é boba, não!
Nem engraçada, então preste atenção:
Templo Sagrado vira palco de circo,
Animais disputam vaga em gruta
E desfrutam do prazer de um pobre ser.
Ah, nessa história sem resumo
Ela se deita ao chão
De uma área onde ela é o consumo...
Esqueceu-se que prostituta
Não é nome pra Mulher.
Veja só!
Quem é que vai querer acreditar
Que a prostituta vende o corpo pra viver...
Ah, nesse guia em contramão
Ela arranca o coração
E faz seu Templo um circo de diversões...
Veja só!
O seu público não é nada fiel
Depois do show não lhe resta um apelo
Retiram dela o seu coro nu em pelo.
É cada um fazendo o seu papel
Num roteiro de uma história tão cruel.
Não há elo nesse selo e, sem gaiola,
Adestrado deita e rola,
Mas, ela domina o animal com o prazer
E este, já todo saciado, deixa sua presa
Ao relento, abandonada.
Veja só!
Tem que fazer sozinha a apresentação.
Se falta o riso o choro ela engole
Para salvar o dinheiro do seu pão.
De ilusão vai vivendo o dia-a-dia
Ser prostituta é o que ela não queria e,
Como palhaço veste-se de fantasias
Para poder sobreviver...
Ela é prostituta sem saber
Que toda Mulher tem o seu lado virginal
Oferece o amor e ganha bem mais por merecer.
Veja só!
A prostituta equilibra a dor
Embora dê, nunca recebe amor.
Contorcionista, se esquiva do dever
De o seu Templo respeitar.
É dissabor atrás de dissabor...
Sem cor, sem brilho a vida a carrega
Porque o seu palco é um circo itinerante
Perante o qual, muitos se divertem num instante.
No outro dia, o seu dia é tão vazio
Abre seu Templo, agora, imoral,
Porque o show deve ser sempre igual.
Veja só!
Só um vintém na noite mal passada
Malabarismo ela faz tão bem,
Para driblar o dia e tantas pedradas.
Mas, se levanta sob a tenda
E arruma o seu palco
Para outra revenda
Porque o show tem que continuar...
Ah, nessa história sem resumo
Ela se deita ao chão
De uma área onde ela é o consumo...
Esqueceu-se que prostituta
Não é nome pra Mulher.
Veja só!
É ilusionista da visão da vida
Na trajetória o nada a convida
Para tudo e o que der e viver.
Esqueceu-se que prostituta
Não é nome pra Mulher.
Veja só!
O Templo corpo agora arruinado
Onde animais adentram sem as jaulas
E, de joelhos, ela os ajuda a pecar,
Saem com o riso abastado de prazer
Enquanto outros entram para comprar
O que ela tem para revender.
Ah, o Templo de Mulher
Ninguém pode violar
É lugar sagrado para a entrada do amor
Entre os parceiros deve haver o compromisso
De comungarem os mesmos ideais
E, completando um ao outro
Nesses atos de carinhos,
O Templo da Mulher será todo altar
Para ambos os amantes se tornarem
Pão e vinho.
Veja só!
A prostituta é palco de um circo
com espetáculo chulo à luz do caos
São lhe dadas moedas falsificadas
Pelo exibicionismo.
Se restar alma nessa peça encenada
Fará das pedras seu motivo de escalada
Edificando, com elas, o seu Templo.
Porque a Mulher é maior que o abismo.
Sobre ele, a Mulher é a própria igreja
Diante dos seus pés, ajoelhe e se veja
.
Corpo de Mulher é Templo inviolável
Sobre o altar apresenta uma santa que
Só a um compete o poder de tirar-lhe o véu!
AUTORIA - RITA LAVOYER
segunda-feira, 5 de março de 2012
MULHERES INDEPENDENTES
Menininha independente -
Não é carente, tem até cartão de crédito porque é muito insistente. Grudada num celular, leva tudo numa boa, quando sai de casa diz: - “To sainu meus coroa.” Menininha educada! Tem tamanco salto alto e minissaia jeans, que está toda assinada com o nome da garotada. Tem jeitinho cobra-cega, é ligeira como lebre. Sabe dar beijo de língua que enlouquece os moleques. Na escola não se enrola e faz tudo direitinho. Descola sempre uma cola debaixo do vestidinho. “ Nóis vai, nóis foi, nóis fumo” é o jeito como fala. Faz continha com os dedinhos e nunca fica dividida. Menininha desse jeito se multiplica pra danar.
Moça independente
Tem diplomas nas paredes e fala muitos idiomas. Dirigi o próprio carro e não mora mais com os pais. É jovem evoluída. É profissional bem instruída. Ocupa cargo de chefia e comanda muitos homens. Quando ela dá as ordens todos lhe respondem: sim! As amigas que ela tem, inteligentes e saradas, estão no mesmo patamar. Como o reto acaba torto, muitas não acharam, ainda, um homem para formarem par.
Madura independente -
Toma decisões sozinha por não ter ninguém por ela. Conhece desde a infância o peso da labuta. Na luta, virou máquina e trabalhou feito uma louca para conquistar o seu espaço. Quando virou bagaço o patrão mandou-a embora.
Voltou-se para o lar e virou esposa e mãe. Agora estão criados, os filhos e o marido. Prometeu a ela mesma que o seu espaço ninguém lhe toma. Vai toda noite à escola para poder tirar diploma.
Idosa independente
Agora, aposentada, soube viver a vida. Não casou, não teve filhos, mas tem muitos sobrinhos. Trabalhou e viajou, conhece a metade do mundo. A outra parte que ainda falta vai conhecer com as amigas. Vive rindo, leva tudo numa boa, mas quando todos se recolhem fica só, com as paredes. Jura com os pés juntos não ter medo de fantasmas. Fala pra todo mundo que joga carteado com um antigo namorado que queria por esposo, mas, coitado, morreu tuberculoso.
Dona independente.
Ao som de Roberto Carlos, este homem compôs esta canção para a sua rotina.
“ O dia nem começa e eu levanto pra coar o café. Preparo a mesa e tiro a criançada da cama. Volto para o nosso quarto e visto a farda em minha dama. Ela pega a pistola e ajeita na cintura. Eu ponho as crianças no carro para levá-las à escola. Ela entra no camburão e eu a vejo ir embora. Volto logo pra casa pra lavar a roupa suja. Espano a poeira, varro o chão e vou correndo à quitanda. Eu quase posso ver os dedos dela deslizando no volante. Fico imaginando o seu charme vistoriando um assaltante. Enquanto passo o seu vestido vou fazendo uma oração. Peço ao Pai que a proteja nessa sua profissão. A minha rotina é sempre esta, sou um gato borralheiro. Fico em casa, sou doméstico, minha dona é quem traz dinheiro. O som da sirena dela abre passagem em minha pista. Quando ela chega do trabalho sou eu quem a revista. Ela se envolve em meus braços e eu me prendo inteiro nela. Eu a deito no chão encerado e arranco os seus coturnos. Massageio os pezinhos dela , eu a faço Cinderela. Controlo a minha vontade de amá-la ali mesmo. Ela sabe que eu quero ser o seu eterno preso. Ponho as crianças na cama e jantamos a luz de vela. Na rotina dos nossos lençóis ela me transforma em rei. Hoje, sou homem, sou feliz, porque a ela me entreguei. E que assim sejam todos os dias, meus dias de rotina.”
E que Deus o abençoe com esse mulherão! Homem maravilhoso! A torta de sardinha que esse homem faz deve ser uma delícia!
O quê?
Está brava porque eu não a mencionei neste texto? É mulher independente, trabalha fora, fala vários idiomas, ganha muito dinheiro, é realizada no matrimônio, teu marido é profissional realizado. Teus filhos são os melhores alunos da classe? Faz viagens pelo mundo? Joga baralho com as amigas, com suas funcionárias também? É jovem e bonita e muito feliz? Nem TPM? ...
Perai!... Um colosso igual a você não cabe num espaço pequeno igual a este. Você já está na odisséia, querida! Além do mais, este meu blog é para as ‘MULHERES’ de carne e osso, não para seres mitológicos. Psiu! Quietinha aí! Não tenho medo de você! Falsaria. Pensa que eu acredito em mar de rosas? Além do mais, como as suas estruturas conseguem carregar uma grandeza como você, hã?
Brincadeira, só falta me dizer que atinge o ponto “G”.
Rita Lavoyer
PAI REVOLTADO COM POSTAGEM DE FILHA NO FACEBOOK
EU ENTENDO A POSIÇÃO DO PAI, TENTO ENTENDER O MANIFESTO DA FILHA.
ME PERGUNTEI COMO SE RELACIONAM ENTRE ELES.
PERGUNTO-ME TAMBÉM COMO ESSES PAIS REAGIAM QUANDO A FILHA RECLAMAVA DESSAS TAREFAS A ELA IMPOSTAS.
CHEGAR A ESSE PONTO É PORQUE TEM ALGO MUITO SÉRIO NO MEIO DAS DUAS POSIÇÕES.
domingo, 4 de março de 2012
NÃO FOI MULHER POR QUERER SER
Rita Lavoyer
DIA DA MULHER
Rita Lavoyer